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POR QUE NÃO PENSEI NISSO ANTES?


Patrícia Rodrigues *


Patricia Rodrigues


Quantas vezes você não se fez esta pergunta diante de uma vitrina criativa? Com certeza, você já se viu assombrado por uma idéia simples e original e este questionamento foi inevitável.

Como o exemplo da clássica bailarina que tem sua saia composta por pratos - delicada e singela produção, onde o que se fez presente foi a simplicidade do vitrinista. Veja a foto abaixo:

Não se sinta mal, afinal de contas, todos os dias nos deparamos com trabalhos que admiramos, mas ao mesmo tempo nos perguntamos: Por que não pensei nisto antes?

Para esta situação existem diversas respostas, mas vamos nos ater somente a alguns fatos que, infelizmente, "fream" nossas criações.

Estamos falando dos medos dos empresários frente às mudanças. Este é um comportamento nacional; é comum vermos todas as vitrinas de um determinado setor produzidas no mesmo padrão, apenas com diferenças em alguns detalhes. Os empresários acabam fazendo de suas vitrinas meras cópias dos concorrentes. Eles optam, muitas vezes, em não se destacar e impedem o vitrinista de apresentar projetos mais audaciosos - mesmo que estes projetos tenham um valor inferior à vitrina que ele deseja.

Como é o caso da vitrina acima, feita com flores de garrafa pet. Logicamente existem alguns empresários que nos dão este tipo de liberdade, mas eles são minoria. Via de regra, somos "freados" a executar estes projetos menos convencionais, o que acaba fazendo com que nosso pensamento somente vagueie por elementos clássicos.

Vamos trazer para o cliente uma proposta mais impactante, quem sabe até desenvolver um modelo para que ele veja tridimensionalmente. Como na foto acima, onde um simples pedaço de tecido forma uma flor. Qual cliente não iria amar esta idéia? Mas talvez ele tivesse dificuldade de compreender antes de vê-la na íntegra.

Algumas idéias são tão boas que se tornam um clássico, como a vitrina ao lado - onde apenas embalagens da joalheria formaram uma cadeira.

Idéias boas devem ser trazidas à tona com uma nova leitura, mas devemos sempre correr algum risco, até mesmo pelo fato de que se você não se arriscar por suas idéias, quem o fará?

 


Patrícia Rodrigues * - Designer de vitrine e sócia-proprietária da Vitrina&Cia


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