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Voltamos com mais informações
sobre essa cultura mãe que “invadiu” a Moda brasileira.
Vamos conhecer um pouco mais.
Os
Símbolos dos Orixás
Ogum (Santo Antônio) – faca
Xangô (São Jerônimo) – carneiro, abacaxi
Oxum (Nossa Senhora da Conceição) – uva
Oxocê (São Jorge) – lua, espada
Omolu (São Lázaro) – cão
Omolu moço (Santo Isidoro) – boi
São Cosme e São Damião – moringa d´água
Nana (Sant´Ana) – palmatória
Brincos
Um dos mais tradicionais é o chamado “pitanga”.
Sua forma lembra essa fruta. Pode ser composto por búzio, coral,
âmbar, ágata e ao redor ouro ou prata.
Os
búzios também são muito usados nessa peça.
Podem estar em argolas ou adornados de ouro ou prata ao seu redor.
Os
búzios já eram usados por povos do Neolítico,
como amuleto de proteção. Também foram muito
apreciados por diversas tribos indígenas. Já foram empregados
como moeda por longo tempo no Brasil. É um elemento de opostos,
podem ser temidos e desejados ao mesmo. Podem trazer o insucesso ou
a sorte.
Nas
religiões de origem africana os sentidos convivem em harmonia
com o sagrado. Movimentos, gestos, formas, cores, sabores, odores
e indumentária são componentes fundamentais nos diversos
rituais. Não há distanciamento entre o divino e o humano
como em diversas outras religiões.

Pulseiras
São bem variadas. O material pode ser apenas metal, latão,
cobre, ferro, chumbo, prata, bronze. Podem ser vistas também
em contas, sementes, couro combinado a outros materiais entre outros.
Bastante
conhecidos são os chamados Punhos ou Copos. Com filigranas
em ouro e prata.
Nos tornozelos argolas de bronze,
ferro, cobre. Muitas vezes têm guizos dourados ou prateados
que emitem sons ao andar ou dançar. Afastam maus espíritos
que possam estar no caminho de quem se locomove.
Balangandãs
Diversas peças penduradas em um tipo de argola decorada. Cada
peça é um amuleto. Seu nome se deve ao som que emitem
quando em movimento. A origem conta que eram usados na cintura das
negras em dias de festa, como adorno e também para afugentar
mau-olhado. Há uma crença de que eram usados nessa região
do corpo para atrair a fertilidade.
Negras que trabalhavam nas ruas usavam-nos
numa determinada ordem sequencial. Cada peça com seu significado.
Eram sacralizadas nos terreiros antes do uso. Protegiam o dinheiro
ganho. Podiam conter de 20 a 50 objetos.
Talvez
daí tenha surgido o costume do brasileiro em sempre “carregar”
consigo, junto ao corpo, uma jóia ou adorno qualquer, como
forma de proteção mágica ou religiosa.
Mas o interessante é que nem
todos os objetos contidos na penca de Balangandãs são
de origem africana ou afro-brasileira. Alguns deles são símbolos
cristãos adaptados para a cultura africana.
Fato
é que a miscigenação de raças e crenças
não engrandece apenas ao homem, mas também à
diversidade de peças com que se adornam. A boa convivência
fazendo bonito por dentro e por fora!
Bibliografia
Jóias
de Axé - A A Joalheria Afro-brasileira
Raul Lody - Editora Bertrand Brasil
Dicionário
do Folclore Brasileiro
Luís da Câmara Cascudo - Editora Global
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