De
onde terá surgido tal “ciência” que atraiu
e fascinou tantos homens ilustres da Antiguidade? Muito provavelmente
já com o homem pré-histórico, observando sua
fogueira e a forma como transformava madeira em cinzas, frio em calor,
rochas em vidro.
A
História define como data provável do surgimento da
Alquimia o período entre 300 a 1400d.C. Os Alquimistas eram
homens que dominavam a metalurgia.
Segundo
alguns historiadores teria surgido no Egito Antigo e sua invenção
atribuída a Hermes Trismegisto, inventor de todas as artes.
Muitos
povos praticaram a Alquimia. Em alguns países foi protegida
e estimulada, no entanto em outros foi reprimida e perseguida.
A
etimologia da palavra Alquimia é incerta porém acredita-se
que derive do árabe al kimiya, cujo significado é: arte
mágica da Terra Negra. Referência ao norte do Egito e
ao Delta do Nilo. Os egípcios eram peritos em metais e acreditavam
nos poderes mágicos de determinadas ligas metálicas.
Foi
um estudo que mesclou razão com intuição e misticismo
para tentar explicar as transformações da matéria.
Basil Valentine, alquimista e monge beneditino, descreveu a Alquimia
como a investigação dos processos naturais com os quais
Deus encobriu as coisas eternas.
A
principal meta da Alquimia é transformar metais “vis”
em ouro.
Tudo
teve início na antiga teoria de Aristóteles de que tudo
é formado por quatro elementos básicos: terra, água,
fogo e ar. Em diferentes proporções, sim, mas apenas
pelos quatro.
Os
Alquimistas deduziram então que ajustando as tais proporções
uma barra de chumbo poderia transformar-se numa bela barra de ouro.
Sua
busca constante era pela “Pedra Filosofal”, substância
que misturada aos metais provocava a esperada transmutação.
Segundo o alquimista Jacob Boehme a Pedra Filosofal é o espírito
de Cristo que impregna a alma individual.
Muitos
estudiosos dizem que tal idéia é muito simples para
a verdadeira busca dos Alquimistas. Haveria outro objetivo por trás
de tal conceito. Provavelmente a busca da purificação
espiritual.
A
intenção era o encontro do puro, no perfeito. Quem sabe
a tal “Pedra Filosofal” fosse o caminho para a autopurificação,
encontro da perfeição espiritual e conseqüente
imortalidade.
Há
diversos textos que mencionam o sonho da imortalidade por parte desses
homens.
Isaac
Newton foi um estudioso da Alquimia.
James
Price foi o último alquimista a tentar provar sua descoberta
da Pedra Filosofal, em 1783, no entanto após o fracasso de
tal experimento ingeriu ácido prússico diante de seus
colegas e morreu.
Mas
eles foram mais importantes do que se imagina. Aperfeiçoaram
processos químicos, tornaram conhecidas substâncias até
então desconhecidas, contribuíram para o desenvolvimento
de alguns remédios, entre outros.
Incrível
a associação que homem faz da pureza ao ouro, metal
tão apreciado até nossos dias e que não teve
substitutos, apesar de toda a evolução tecnológia
e espiritual do ser humano.
Bibliografia
Dicionário
de Magia e Esoterismo
Nevill Drury - Editora Pensamento
Alquimistas
e Químicos
José Atílio Vanin - Editora Moderna
Enciclopédia de Conhecimentos
Esotéricos
Alfredo Nieva - Editora Professor Francisco Valdomiro Lorenz
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