Conhecidos há cerca
de 6.000 anos, esses metais nobres são citados em
diversas culturas como elementos do deus Sol e da deusa
Lua, associados às forças yin e yang na antiga China,
feminino e masculino. Estudos
antropológicos do Neolítico chegam a mencionar que
aqueles que manipulavam os metais incandescentes
(fundição) eram vistos pela comunidade como
"deuses", donos de poderes sobrenaturais.
Na cultura
Asteca o ouro era chamado "teocuitlatl",
excremento do deus sol. Já no antigo México a prata era
considerada a "secreção branca" da divindade
lunar. Os gregos acreditavam que o ouro surgia na terra
por meio de uma interação entre os raios solares, que a
penetravam, junto a alguns elementos, nela contidos.
Na
Antigüidade ervas medicinais eram colhidas com
instrumentos de ouro.
Reis e
sacerdotes usaram muitos objetos de ouro não só pelo
valor monetário desse metal mas também por acreditarem
que dele emanava uma força extraordinária, uma energia
vigorosa vinda do sol, isso podia torná-los mais fortes,
mais corajosos, mais sábios. Por esse motivo surgiu o
costume de usar peças de adorno em ouro: anéis,
brincos, braceletes, colares; acreditando sempre que esse
metal podia "expulsar" do corpo todas as
impurezas. Jóias desse metal protegiam contra magia
negra, mas em muitas das antigas culturas o ouro era
reservado apenas à produção de objetos sagrados,
proibido seu uso como peça de adorno.
A prata
também foi considerada protetora. Atribuía-se às balas
de prata o poder de matar feiticeiras e lobisomens.
Conta-se que sacerdotes teriam enterrado estátuas de
prata nas fronteiras do Império Romano para afastar os
bárbaros. Quando essas estátuas foram removidas da
terra o Império foi dominado pelos Godos, Hunos e
Trácios.
No
Cristianismo ortodoxo o ouro é símbolo de luz celestial
e perfeição, facilmente percebido na decoração
dourada dos ícones da Igreja oriental. É conhecida na
Alquimia a incansável busca pelo poder capaz de
transformar chumbo em ouro, representando aí a
elevação espiritual, o conhecimento esotérico.
Nenhum
ácido sozinho pode dissolver o ouro, somente a
água-régia (ácido nítrico + ácido clorídrico)
consegue fazê-lo. A prata é dissolvida pelo ácido
nítrico formando o nitrato de prata.
O ouro puro
é livre de oxidação; já a prata pura pode se alterar
na presença do gás sulfídrico, formando sulfeto de
prata. A liga de prata, por sua vez, se oxida facilmente,
visto que está "misturada" a outro metal, o
cobre.
Talvez esses sejam alguns dos motivos pelos quais tenha
surgido o famoso e antigo ditado: "A palavra é de
prata e o silêncio é de ouro", além da diferença
no valor monetário entre esses dois metais. Mas houve
uma época em que a prata chegou a valer o dobro do valor
do ouro. Com as grandes descobertas viu-se que o metal
existia em abundância e seu valor foi caindo em
relação ao ouro.
Nada mais
fascinante do que poder conviver com elementos belos e
místicos que por tempos foram associados às esferas
elevadas da espiritualidade.
Crie sua
própria magia!!!
|