Nos dias atuais, a jóia ganha forte apelo de design: não é usada apenas como objeto de status ou condição social, mas também como criadora de identidade pessoal e distinção. Os materiais diferenciados (mencionados na matéria passada) ganham espaço no mercado, tanto por parte das grandes joalherias, como dos autores de jóias e designers.
A joalheria masculina se beneficia muito destes novos caminhos. Uma gama maior de opções é agregada e, conseqüentemente, o leque de alternativas para os criadores e consumidores é ampliado.

Uma demonstração da força e espaço conquistado por esses materiais é o uso cada vez mais freqüente de couros exóticos, presentes mundialmente na joalheria e na moda masculina. Relógios de grandes marcas circundados por pulseiras de couro de cobra e jacaré. Sapatos, cintos, carteiras e maletas libertos dos couros tradicionais e ingressando em um universo inusitado como o couro de avestruz. Isso tudo sem falar nas jóias, lindos pingentes e braceletes confeccionados em pele de búfalo, peixe e também avestruz.
Acho bem apropriado, pois o couro (incluindo aí os exóticos) tem um ar bem masculino e viril.
O homem tem uma forte ligação com o couro, lembremos os cowboys famosos de Hollywood e aqui, o sertanejo e o gaúcho. Este material está arraigado no universo masculino, nada mais natural que incorporá-lo às jóias.

Importante lembrar que os couros utilizados devem ser rigorosamente certificados; o respeito ao animal e à natureza são fundamentais.
O Brasil tem produzido e exportado para importantes grifes o couro vegetal, produzido a partir da seringueira. Fica aí a confirmação da necessidade globalizada de novas idéias e conceitos.
N.A.: Aproveito para citar o post de Ida Benz (13/09) no Blog da Redação, onde comenta o valor material x valor conceitual na joalheria.