Quando pensamos em misticismo ou esoterismo, a ligação ao universo feminino é inevitável. A imagem que temos é a da mulher como protetora dos seus amados e de si mesma; seja com orações, incensos, velas até chegar aos acessórios de proteção do carro, da casa e, logicamente, adornos pessoais. Eles afastam o “mau-olhado”. Imagens de santos pendurados no pescoço, sapinhos na bolsa, fitas do Senhor do Bonfim...

Tive a curiosidade de pesquisar o que esses símbolos representam para o homem (o macho da espécie), o quanto fazem parte de seu dia-a-dia, como os utilizam, as diferenças e coincidências com o universo místico das mulheres.
Pude perceber, surpreendendo minhas expectativas, que esse elemento é bem maior que imaginamos. O homem também gosta de jóias de proteção, mesmo que de uma forma bem particular. Peças da mitologia grega e celta, pentagramas, cruzes; tudo isto faz parte do universo esotérico masculino.

Astros e celebridades têm “cuidado” mais de sua proteção, desempenho profissional e sexual. Recentemente vimos David Beckham, o cantor Seal e muitos outros aderindo ao uso do amuleto da “Energy Muse”, grife que promete “colocar a energia da terra perto nós”. Foi o suficiente para virar febre entre os famosos e endinheirados.

Modismos à parte, os símbolos estiveram sempre permeando nossa existência. A quantidade de significados místicos para “coisas” que nos rodeiam é quase infinita.*
Pesquisando um pouco mais, descobrimos um mundo rico em informações e imagens com um grande potencial para a criação de coleções masculinas. Podemos contar com vários dicionários de símbolos e mitos para nos auxiliar nessa transcendente tarefa. E, afinal de contas, o homem dos nossos dias está mais sensível e receptivo para esses "novos" valores.
"Um símbolo não traz explicações; impulsiona para além de si mesmo na direção de um sentido ainda distante, inapreensível, obscuramente pressentido e que nenhuma palavra de língua falada poderia exprimir de maneira satisfatória". (Jung)