É incrível ver como, em pouco tempo, o homem tem mudado. Falo do homem “sexo masculino”. Aquele que, até pouco tempo, não chorava em público, não confessava estar perdido para chegar a determinado local, nunca dividia seus medos, enfim.
Esse homem tem se mostrado maduro e capaz de pegar carona nas novas tendências e prazeres antes destinados apenas às mulheres.
Engraçado ver “nossos” adolescentes usando correntes pesadas de metal consideradas “caretas” por seus pais, aqueles mesmos que brincavam com carrinho de rolimã na época da “Jovem Guarda” , quando esse acessório era tão popular. Esse “resgate” e “releitura” fazem bem, reciclam a imagem e a vida.
Esses mesmos adolescentes, porém de alguns anos atrás, foram os principais responsáveis por essa grande mudança que estamos vivendo hoje na joalheria masculina. Eles, que hoje são os “homens adultos”, iniciaram esse processo na quebra de valores e preconceitos que cercava o pobre Homem. Graças a eles vemos seus sobrinhos (ou mesmo filhos) baixando a guarda para a vaidade.
Os cosméticos (estéticos) já não são privilégio das mulheres. Roupas, perfumes, efeitos nos cabelos... e a lista vai longe. Hoje eles usam os mais variados acessórios, sem medo de rótulos, sem medo de ser feliz!

Além daqueles que “tiraram do armário do avô” os correntões e hoje se integram à tribo rapper, temos muitos outros, cada um no seu estilo.
É mais comum do que poderíamos imaginar há alguns anos atrás ver meninos e jovens desfilando pelas ruas, escolas e shoppings com seus colares da linha “Biojóia”. Sementes, casca de coco, fibras e outros mais, num visual bem surf. É, são nossos “surfistas do asfalto”. O acessório mais uma vez cumpre uma de suas funções: atender uma carência do que se deseja ser.
Outra tribo que não pode ser esquecida (e que trouxe grandes contribuições à joalheria) é a do pessoal dos piercings e similares. Orelhas, nariz, língua, sobrancelha, e sabe-se lá mais o quê, tudo adornado com peças que há muito extrapolaram o mundo dos metais - hoje são materiais sintéticos que possuem, inclusive, a vantagem de “brilhar no escuro”. Grande sacada para esses freqüentadores assíduos das baladas.
Pelo “andar da carruagem” as mudanças não param por aí. Ufa! Já era tempo!