Elas já decoraram anéis representativos da nobreza, estiveram em filmes de terror nos tempos de nossos avós, já fizeram a cena em brinquedos de humor negro nos parques de diversões e estamparam camisetas e pele de estrelas do Heavy Metal.
Mas quem poderia acreditar... agora as "caveiras" entraram oficialmente para o rol das tendências. Acompanhando o estilo Gótico-Punk-Medieval, que estará nas vitrines no inverno, elas estarão presentes nos acessórios, junto com o couro. Podemos notar certa relutância por parte do consumidor brasileiro em aderir a essa moda, talvez pelo fato deste ícone estar relacionado à morte, ao demoníaco (em algumas outras culturas, pode significar sabedoria e poder). Dessa forma acaba por ficar restrito a algumas "tribos" urbanas, como Punks, Emos e Góticos.

Por outro lado, em outros mercados, vemos as tais caveiras em vitrines das lojas. Podemos encontrar facilmente, nas coleções de várias joalherias e autores, pendentes cravejados de diamantes, enormes anéis ostentando crânios, coleções inteiras dedicadas a esse tema - e são peças que concorrem com outros estilos sem nenhum problema - fazendo parte do mix de produtos - sem estar vinculado a um grupo específico.
(Por aqui, lembro-me da coleção de Alexandre Herchcovitch para Dryzun)
Complementando essa tendência estarão as cruzes, em vários estilos e materiais. Apesar de já bastante exploradas pelo segmento de jóias, estarão agora com novo visual, numa leitura mais moderna que deixa de lado as estruturas tímidas e convencionais para dar lugar ao glamour, design e extravagância. Essa inovação possibilita a aproximação de vários tipos de consumidor.

Os criadores estão acreditando no perfil do homem moderno, em sua nova personalidade, o gosto pelo próprio cuidado, a aproximação com a moda e, o melhor, a "coragem" de assumir essa postura sem nenhum disfarce.
Resta saber se essa moda “pega” por aqui. Tomara que sim!