Os recordes mensais de arrecadação
atingidos pela Receita Federal sinalizam um aumento generalizado
da formalidade em nossa economia, muito mais do que um crescimento
econômico do nosso PIB, onde os instrumentos e as tecnologias
de fiscalização aumentam numa velocidade muito maior
do que a do empresário em adequar o seu negócio.
Neste cenário, o excesso de informalidade,
ainda infelizmente presente em nossa economia, transforma-se no
principal obstáculo ao seu crescimento. Conseqüentemente,
diminui seus ganhos de produtividade e seu desenvolvimento profissional,
sem falar que desequilibra a relação Risco versus
Retorno de qualquer negócio neste país, na medida
que o risco vem subindo numa velocidade muito
mais rápida do que o retorno financeiro.
Logo, conclui-se que estamos atravessando um momento
de profundas transformações nas relações
Empresas versus Estado e Pessoas versus Estado,
onde não podemos esperar pela tão aguardada adequação
tributária para o setor joalheiro, que vem sendo costurada
a nível federal e estadual ao longo dos últimos anos.
Devemos imediatamente iniciar um processo de reestruturação
de nossos negócios e empresas, para que continuem sustentáveis
no longo prazo e financeiramente apresentem uma relação
Risco versus Retorno mais atraente para o empresário,
com mais profissionalismo e mais legalidade.
É isso o que tenho pretendido demonstrar
nos últimos tempos, nas inúmeras palestras e reuniões
que tenho feito nas mais diversas regiões do Brasil, onde
tenho encontrado empresários preocupados com a situação
mas que, na maioria das vezes, desconhem as reais implicações
que a informalidade e a sonegação causam para as dificuldades
que vêm passando e, principalmente, para o futuro de seus
negócios.