Joalheria
artesanal e fundição por cera perdida podem fazer
uma ótima parceria, engana-se quem pensa que uma não
tem nada a ver com a outra!
A joalheria
artesanal é o processo pelo qual uma peça é
confeccionada de maneira artesanal e única. O ourives ou
autor de jóias executa manualmente a peça desde
sua construção, até o acabamento final. A
joalheria artesanal não é somente utilizada para
a confecção de uma peça exclusiva, esta peça
confeccionada em bancada também pode ser um protótipo
para fundição. O protótipo pode ser também
executado na modelagem em cera ou em máquinas de prototipagem
rápida (modelagem 3D). Mas no momento estaremos abordando
somente os aspectos da parceria da joalheria artesanal e fundição.
Depois do
protótipo pronto vem a fundição!
É
desta peça única, executada na joalheria artesanal,
que confeccionamos a borracha, molde de onde reproduziremos a
quantidade de réplicas necessárias. Vamos entrar
um pouco mais a fundo neste processo...

Fotos: www.palloys.com.au
Uma
cera de baixo ponto de fusão (diferente da cera para modelagem
em cera) é injetada quente (e líquida) na borracha,
e inúmeras réplicas podem ser reproduzidas a partir
dela, para depois transformá-las em metal no maquinário
de fundição propriamente dito. A cera de baixa fusão
se solidifica dentro da própria borracha e com estas réplicas
em cera montamos uma "árvore". Esta árvore
é colocada em um cilindro e revestida de sulfato de cálcio
(apelidado de revestimento ou gesso, por sua aparência branca
e semelhante ao gesso utilizado em artesanato). Após o
endurecimento do gesso, o cilindro vai para um forno onde a cera
derrete e escorre para fora deste revestimento de sulfato de cálcio,
ficando apenas o negativo em gesso. Este cilindro é adaptado
ao maquinário de fundição que pode ser uma
centrífuga ou fundição a vácuo. E
é neste este maquinário que o cilindro de gesso
é preenchido com o metal escolhido. O revestimento é
retirado da árvore (agora em metal) através de jatos
fortes de água. As peças são cortadas da
árvore com alicate especial e é dado o acabamento.
O acabamento
é efetuado em maquinário próprio de rolamento,
onde a fricção e contato entre as jóias e
diversas pedras abrasivas, vão lixando e polindo o metal.
O acabamento também pode ser feito em bancada pelo processo
manual da ourivesaria ou uma mistura dos dois processos. Neste
ponto entra novamente a parceria, onde pequenas ou grandes peças,
como argolas, pinos, chatões, caixinhas e outros detalhes
podem ser soldados à jóia executada na fundição.
Isto pode acontecer por necessidade de complementar a fundição
com um acabamento mais delicado; para aumentar ou diminuir números
de anéis; para facilitar o processo de fundição
ou para diversificar peças com uma mesma base de criação.
Por exemplo, em cima de uma mesma base de anel chevalier, onde
foram tiradas diversas cópias pela fundição;
o ourives pode criar na bancada, artesanalmente, inúmeros
resultados de jóias diferentes. Tornando a parceria muito
útil para ambos os processos.
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