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FUNDIÇÃO E JOALHERIA ARTESANAL


Patrícia Peixe *




Joalheria artesanal e fundição por cera perdida podem fazer uma ótima parceria, engana-se quem pensa que uma não tem nada a ver com a outra!

A joalheria artesanal é o processo pelo qual uma peça é confeccionada de maneira artesanal e única. O ourives ou autor de jóias executa manualmente a peça desde sua construção, até o acabamento final. A joalheria artesanal não é somente utilizada para a confecção de uma peça exclusiva, esta peça confeccionada em bancada também pode ser um protótipo para fundição. O protótipo pode ser também executado na modelagem em cera ou em máquinas de prototipagem rápida (modelagem 3D). Mas no momento estaremos abordando somente os aspectos da parceria da joalheria artesanal e fundição.

Depois do protótipo pronto vem a fundição!

É desta peça única, executada na joalheria artesanal, que confeccionamos a borracha, molde de onde reproduziremos a quantidade de réplicas necessárias. Vamos entrar um pouco mais a fundo neste processo...



Fotos: www.palloys.com.au

Uma cera de baixo ponto de fusão (diferente da cera para modelagem em cera) é injetada quente (e líquida) na borracha, e inúmeras réplicas podem ser reproduzidas a partir dela, para depois transformá-las em metal no maquinário de fundição propriamente dito. A cera de baixa fusão se solidifica dentro da própria borracha e com estas réplicas em cera montamos uma "árvore". Esta árvore é colocada em um cilindro e revestida de sulfato de cálcio (apelidado de revestimento ou gesso, por sua aparência branca e semelhante ao gesso utilizado em artesanato). Após o endurecimento do gesso, o cilindro vai para um forno onde a cera derrete e escorre para fora deste revestimento de sulfato de cálcio, ficando apenas o negativo em gesso. Este cilindro é adaptado ao maquinário de fundição que pode ser uma centrífuga ou fundição a vácuo. E é neste este maquinário que o cilindro de gesso é preenchido com o metal escolhido. O revestimento é retirado da árvore (agora em metal) através de jatos fortes de água. As peças são cortadas da árvore com alicate especial e é dado o acabamento.

O acabamento é efetuado em maquinário próprio de rolamento, onde a fricção e contato entre as jóias e diversas pedras abrasivas, vão lixando e polindo o metal. O acabamento também pode ser feito em bancada pelo processo manual da ourivesaria ou uma mistura dos dois processos. Neste ponto entra novamente a parceria, onde pequenas ou grandes peças, como argolas, pinos, chatões, caixinhas e outros detalhes podem ser soldados à jóia executada na fundição. Isto pode acontecer por necessidade de complementar a fundição com um acabamento mais delicado; para aumentar ou diminuir números de anéis; para facilitar o processo de fundição ou para diversificar peças com uma mesma base de criação. Por exemplo, em cima de uma mesma base de anel chevalier, onde foram tiradas diversas cópias pela fundição; o ourives pode criar na bancada, artesanalmente, inúmeros resultados de jóias diferentes. Tornando a parceria muito útil para ambos os processos.

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Basta enviar um e-mail para patricia@atelieespacomix.com.br


*Patrícia Peixe - é autora de jóias, reconhecida por sua sensibilidade artística e habilidade manual. Atua no ramo há nove anos. É diretora, coordenadora de cursos e professora do Espaço Mix Escola de Joalheria e Design.
Contato:
www.atelieespacomix.com.br - patricia@atelieespacomix.com.br

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