Trefilação,
Bombé, Chevalier, Filetado, Gravação, Relevo,
Mokumé, Loop in loop, Kum boo, Fosco/ Polido/ Acetinado,
Etching, Laminação texturizada, Inlay, Reticulado,
Forja, etc...
A
técnica e o acabamento são importantíssimos
em uma peça de joalheria. E palavras em vários idiomas
é que não faltam para designar todas as maravilhas
desta arte.
Uma
peça pode virar praticamente outra - se você der
acabamento polido em uma pulseira em fio redondo ou se você
utilizar a técnica do martelado na mesma. Também
pode-se utilizar técnicas diferentes para chegar ao mesmo
resultado, como o anel chevalier quadrado e o anel quadrado oco,
que produzem quase o mesmo efeito (ou até o mesmo, só
sendo possível perceber a diferença pela estrutura
interna).
Uma
curiosidade da joalheria artesanal é que dois artesãos
nunca executam a mesma peça da mesma maneira. O resultado
pode ser o mesmo, mas a maneira de estruturar, construir e executar
a peça é muito divergente. Podemos dizer que existem
muitos caminhos para se chegar ao mesmo resultado. E é
exatamente aí que está o encanto e fascínio
da jóia artesanal. Nela você encontra o toque de
quem a confeccionou, com criatividade, empenho, arte, perfeição
e conhecimento de técnicas.
Para
se confeccionar uma peça, o ourives ou autor de jóias
deve primeiramente criar o caminho de execução,
definir a técnica a ser utilizada e o tipo de acabamento.
Em uma peça artesanal não existe apenas a criação
do desenho; abrange também a maneira de executar a jóia.
A
mesma peça pode conter uma ou mais técnicas de confecção
e acabamento. Pode conter acabamento fosco em uma parte dela e
polido em outra, mistura de metais diferentes para delimitar estes
dois tipos de acabamentos, ou relevo do mesmo metal. Ou, ainda,
tudo do mesmo nível e mesmo metal. Cada uma destas opções
oferece um resultado diferente. Como exemplo, podemos ter um anel
chevalier que contenha detalhes de trefilação de
fio simples ou charneira, e técnica de reticulação.
Bem,
deu para perceber que com conhecimento fica muito mais fácil
criar. Por isso um designer de jóias precisa, sem sombra
de dúvidas, conhecer as técnicas de confecção,
para ajudá-lo na criação e para oferecer
a quem o contratou uma peça adequada às suas necessidades
de produção.
O
autor de jóias também pode confeccionar parte do
seu trabalho em modelagem em cera, pois para chegar a determinados
resultados se faz necessário a utilização
da técnica. Mas quem executa todo o seu trabalho em cera
é designado modelista. O autor de jóias também
pode fazer uma parte do trabalho de cravação, mas
quem executa este trabalho é designado cravador. Assim
percebemos que o ramo da joalheria é bem amplo e com muitas
opções de escolha para quem quer se iniciar nele.
Sempre surgem novas oportunidades de aprendizado, possibilitando
renovação e criatividade!
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com Pat Peixe:
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