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JOALHERIA ARTESANAL:
TÉCNICAS DE CONFECÇÃO E ACABAMENTO


Patrícia Peixe *




Trefilação, Bombé, Chevalier, Filetado, Gravação, Relevo, Mokumé, Loop in loop, Kum boo, Fosco/ Polido/ Acetinado, Etching, Laminação texturizada, Inlay, Reticulado, Forja, etc...

A técnica e o acabamento são importantíssimos em uma peça de joalheria. E palavras em vários idiomas é que não faltam para designar todas as maravilhas desta arte.

Uma peça pode virar praticamente outra - se você der acabamento polido em uma pulseira em fio redondo ou se você utilizar a técnica do martelado na mesma. Também pode-se utilizar técnicas diferentes para chegar ao mesmo resultado, como o anel chevalier quadrado e o anel quadrado oco, que produzem quase o mesmo efeito (ou até o mesmo, só sendo possível perceber a diferença pela estrutura interna).

Foto: Espaço MixUma curiosidade da joalheria artesanal é que dois artesãos nunca executam a mesma peça da mesma maneira. O resultado pode ser o mesmo, mas a maneira de estruturar, construir e executar a peça é muito divergente. Podemos dizer que existem muitos caminhos para se chegar ao mesmo resultado. E é exatamente aí que está o encanto e fascínio da jóia artesanal. Nela você encontra o toque de quem a confeccionou, com criatividade, empenho, arte, perfeição e conhecimento de técnicas.

Para se confeccionar uma peça, o ourives ou autor de jóias deve primeiramente criar o caminho de execução, definir a técnica a ser utilizada e o tipo de acabamento. Em uma peça artesanal não existe apenas a criação do desenho; abrange também a maneira de executar a jóia.

A mesma peça pode conter uma ou mais técnicas de confecção e acabamento. Pode conter acabamento fosco em uma parte dela e polido em outra, mistura de metais diferentes para delimitar estes dois tipos de acabamentos, ou relevo do mesmo metal. Ou, ainda, tudo do mesmo nível e mesmo metal. Cada uma destas opções oferece um resultado diferente. Como exemplo, podemos ter um anel chevalier que contenha detalhes de trefilação de fio simples ou charneira, e técnica de reticulação.

Bem, deu para perceber que com conhecimento fica muito mais fácil criar. Por isso um designer de jóias precisa, sem sombra de dúvidas, conhecer as técnicas de confecção, para ajudá-lo na criação e para oferecer a quem o contratou uma peça adequada às suas necessidades de produção.

O autor de jóias também pode confeccionar parte do seu trabalho em modelagem em cera, pois para chegar a determinados resultados se faz necessário a utilização da técnica. Mas quem executa todo o seu trabalho em cera é designado modelista. O autor de jóias também pode fazer uma parte do trabalho de cravação, mas quem executa este trabalho é designado cravador. Assim percebemos que o ramo da joalheria é bem amplo e com muitas opções de escolha para quem quer se iniciar nele.
Sempre surgem novas oportunidades de aprendizado, possibilitando renovação e criatividade!

**Fale com Pat Peixe:
Este é um espaço criado para o leitor, para esclarecimento de dúvidas sobre a matéria ou sugestões.
Basta enviar um e-mail para patricia@atelieespacomix.com.br


*Patrícia Peixe - é autora de jóias, reconhecida por sua sensibilidade artística e habilidade manual. Atua no ramo há nove anos. É diretora, coordenadora de cursos e professora do Espaço Mix Escola de Joalheria e Design.
Contato:
www.atelieespacomix.com.br - patricia@atelieespacomix.com.br

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