Ao ver um
trabalho de joalheria com esta semente, muitos se questionam sobre
sua origem.
A
Jarina é uma variedade de palmeira encontrada na região
equatorial das Américas Central e do Sul. No Brasil, distribui-se
por toda região amazônica, à sombra de altas
árvores. Ocorre de forma espontânea em várias
regiões tropicais do mundo e é encontrada normalmente
em bosques de sua própria espécie.
As sementes
levam de 3 a 4 anos para germinar e as plantas de 7 a 25 anos
para iniciar a frutificação. De início, as
cavidades das sementes contém um líquido refrescante,
parecido com água de côco. Depois o líquido
se transforma em uma gelatina doce e comestível (neste
estágio muitos animais, inclusive o homem, utilizam-na
para alimentação) a gelatina amadurece e vira uma
substância branca e dura. Quando amadurecidos, os frutos
caem e soltam as sementes, permitindo que elas sequem num prazo
de 1 a 4 meses.
A
Jarina é também conhecida como Marfim Vegetal devido
a ser muito semelhante ao Marfim Animal em aparência e características
de manuseio. Hoje tudo que é ecologicamente correto está
em alta. Devido a isto, e também por sua beleza exótica,
ela entrou com tudo no mercado de jóias e bijuterias.
Antigamente
a Jarina era muito utilizada no mercado de confecções
em forma de botões. No início dos anos 1900, o Equador,
principal fonte de Marfim Vegetal, exportava milhares de toneladas
de semente todo ano para este fim. Mas depois da 2ª Guerra
Mundial, o surgimento do plástico praticamente acabou com
o Marfim Vegetal para botões.
Como
se trabalha a Jarina?
É
muito simples trabalhar a jarina, ela é bem parecida com
a madeira. Utiliza-se serra, lima e lixas. Ela deve ser encerada
para obter maior proteção e brilho. É muito
interessante deixar os veios da própria jarina aparecendo,
é o que a caracteriza! Delicie-se com esta novidade, pois
tem feito muito sucesso em território nacional e internacional.
FOTO:
Peça em prata e jarina, vencedora em 2º lugar do 3º
concurso de design Espaço Mix. By Eliane Coda.
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