| junho/2006
Em
Londres, nas vitrines dos grandes nomes da joalheria como Bulgari,
Chopard e Asprey, o ouro branco com brilhantes, que tradicionalmente
dominava a cena, hoje divide espaço com o ouro amarelo.
Na
Chanel Joalheria, TODAS as peças da vitrine eram de ouro
amarelo com pedras coloridas. A nova coleção da
Bulgari brinca com o círculo, elemento sempre presente
na marca, renovado em ouro amarelo com brilhantes e cabochões
coloridos. A Cartier
também se rendeu às pedras de cor nos dois últimos
lançamentos. Em uma das coleções, a marca
apostou em formas puras, ouro amarelo polido e pedras coloridas
com cores quentes. Na outra, o design é mais orgânico,
em ouro branco com pavê de brilhantes e pedras coloridas
em cores fortes, numa paleta azul, roxo, vermelho.
Mesmo nas lojas /atelier de designers em Covent Garden e Notting
Hill, as peças inovadoras são vistas em ouro amarelo.
Nas bijus, o dourado prevalece, fosco, polido, envelhecido e
combinado aos mais diversos materiais.
Mas,
se o ouro amarelo é, confirmadamente, a cor do momento,
o ouro rosa, ou avermelhado, é a cor do futuro.
A
Boucheron está com uma cor de ouro lindíssima,
que lembra a do ouro das jóias antigas, entrando no clima
de nostalgia do momento, porém há uma pitada a
mais de vermelho na cor, traz um ar de vanguarda. Experimentei
um anel de porco espinho nessa nova cor de ouro, superescultural,
grande e forte, mas delicado e cheio de mini-detalhes, que traduzem
a mensagem de moderno hoje com passado tradicional da Boucheron.
Na sua nova coleção, a marca se inspirou na Índia,
e o vermelho dá o tom, tanto nos metais quanto nas pedras.
Uma
surpresa foi a quantidade de jóias em formato de coração
vistas. Várias marcas de jóias de ouro e de prata
mostravam coleções com os corações
interpretados de várias maneiras, tanto na Inglaterra
quanto na Suécia.
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Sem
dúvida, o mais ousado foi Theo Fennell, que faz
sucesso no Hall das jóias na Harrods com suas cruzes.
Com uma inspiração gótica, ele colocou
chifres num coração vermelho (coberto por
pavê de rubis) e um coração todo cravado
em brilhantes negros no lugar da caveira sobre os ossinhos
cruzados, chiquérrimos, cravados em pavê
de diamantes. |
Dizem
por lá que as peças-chave do ano são colares
e correntes. Por outro lado, o que vemos com unanimidade é
a escala. As peças são grandes, colares e brincos
são longos, pingentes e anéis, tudo é grande.
O
mote da vez parece ser usar uma peça de impacto. O cliente
busca individualização, e as marcas de sucesso
seguem as tendências, buscam inovação, sem
perder sua identidade.
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