Neste novo ano, a moda continua apostando firme nos brilhos e metalizados. Eles estiveram em todos os desfiles mais recentes. A cartela de cores “metálica” vai dos tons de prata, passando pelo ouro branco, até chegar num prateado aço, seguindo para o ouro amarelo pálido, até o ouro velho.
Começar o ano com as cores metálicas e brilhos em alta, só pode ser um prenúncio de boas energias para a joalheria, não é?
Mas para que o brilho do ano não esmaeça, precisamos definir os objetivos a serem alcançados e por isso começo de ano é sinônimo de listinhas. Todo mundo traçando suas metas pessoais, como as tão divertidamente expostas por Bridget Jones, no livro e no filme.
Eu, que acabo de terminar uma nova pós-graduação, desta vez em Negociações Comerciais Internacionais, tenho como objetivo levar a experiência e conhecimento adquirido nos muitos anos de design e consultoria em desenvolvimento de produto para um trabalho no comércio internacional. De preferência num trabalho relacionado ao mercado de luxo que foi o foco das minhas pesquisas. Acredito que, com meu ‘olhar’ treinado pelo design em relação à adequação dos produtos e com a bagagem acumulada, posso contribuir bastante na área comercial, seja na importação ou exportação.
As empresas não ficam de fora, pelo contrário, iniciam novos planos e estratégias. Resta a todos, pessoas e empresas, a esperança de serem mais firmes em seus propósitos do que Bridget, mesmo que as metas sejam beber menos ou vender mais. E neste movimento de pensar no futuro e estabelecer metas fiquei pensando: qual seria a listinha do setor para 2008?
Se me permitem a ousadia, chamo a atenção para alguns pontos que não deveriam ficar de fora:
- Crescimento sustentável
Mais do que uma expressão da moda, o conceito de sustentabilidade criado por Jonh Elkington leva em consideração três aspectos – ambiental, social e econômico-financeiro. Hoje, para Elkington e seus seguidores, a consideração destes aspectos é fundamental para a perpetuação de uma empresa.
No setor joalheiro, a CIBJO, em acordo com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas(ECOSOC), lançou um programa de sustentabilidade e responsabilidade para a industria joalheira. Os primeiros passos do programa podem ser vistos no website www.sustainablejewellery.org.
- Reputação e Negócio Justo
Durante os seminários da feira de Hong Kong, em setembro de 2007, a questão de colocar a reputação da empresa no coração de seus negócios ou se arriscar a perder clientes foi o assunto pricipal. Resultado da maior interação global e da facilidade de acesso às informações que temos hoje com a Internet e o avanço dos meios de comunicação em geral, está o crescimento do poder do consumidor. Hoje, este consumidor quer mais do que palavras e um produto bonito; ele quer saber das práticas da empresa.
A joalheria esta abrindo as portas para o movimento do comércio justo ou Fair Trade, como é mais conhecido. Com esta preocupação a CIBJO lançou um novo guia “Believe in me: a jeweller retailer’s guide to consumer trust” (Acredite em mim: um guia para o joalheiro varejista obter a confiança do consumidor). Lembro que o atacadista deverá estar de acordo com as novas “regras do jogo”, se quiser atender estes varejistas, especialmente os internacionais.
- Fique de olho na Internet
Hoje o Brasil está entre os campeões mundiais em tempo de acesso à Internet. O comércio eletrônico cresce em ritmo acelerado em todo o mundo e as empresas de luxo já estão vendendo seus produtos on line (gerando grandes discussões sobre a seletividade do luxo, etc). Grandes nomes como Boucheron e Gucci já aderiram. No Brasil, a Amsterdam Sauer já oferece esta comodidade para seus clientes.
Finalizo com a frase de Mr. Cavalieri, presidente do CIBJO: "Quando os consumidores compram jóias, eles deveriam saber que, além de ser uma expressão de valor, beleza e emoção, eles contribuíram para a melhoria de vida daqueles envolvidos na cadeia de produção!"
Desejo a todos um 2008 BRILHANTE!!!
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