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JADE


Luiz Antônio Gomes da Silveira *



Jade é um termo genérico utilizado para designar duas espécies minerais, a jadeíta e a nefrita. Geralmente, estes minerais ocorrem na forma opaca, embora eventualmente hajam exemplares translúcidos.
 
Usado pelos chineses há milhares de anos, o jade tem importância cultural, reputação e apreciação quase inescrutáveis no Oriente. Todo o material utilizado pelos chineses na forma de entalhes até o século XIII trata-se de nefrita, sendo que a jadeíta, oriunda da antiga Birmânia, passou a ter aplicação apenas mais tarde, principalmente a partir do século XVIII.

Na América Central, a jadeíta já era utilizada pela Civilização pré-colombiana Maia e pelos povos Olmecas que habitavam a planície costeira do Golfo do México, uma vez que uma de suas principais fontes, histórica e atual, é a Guatemala.

Em termos de composição química, a jadeíta é um silicato de sódio e alumínio, enquanto a nefrita trata-se de um silicato de cálcio, magnésio e ferro.

Estes materiais são formados por massas compactas emaranhadas de diminutas fibras ou grãos cristalinos com orientação aleatória e são exemplos clássicos de gemas com elevada tenacidade, isto é, que oferecem grande resistência ao rompimento (o que as difere das de elevada dureza, que são aquelas dificilmente riscáveis).

Embora a cor verde seja a mais caracterísctica e valorizada na jadeíta, esta ocorre numa ampla gama de matizes, entre eles branco, lavanda, preto, alaranjado e castanho, geralmente mosqueados.

A jadeíta apresenta um espectro de absorção na região da luz visível bastante característico, observável através das bordas dos exemplares opacos, que consiste em uma típica banda na região do violeta.

Possui brilho reluzente a oleoso, dureza 6 ½ a 7,  peso específico 3,34 (± 0,04) g/cm3 (próxima à do líquido iodeto de metileno), índices de refração 1,660 - 1,680 (± 0,008), sendo a leitura do índice médio, pelo método de visão distante, em torno de 1,66. Ocasionalmente, exibe uma cor esbranquiçada sob luz ultravioleta.

A nefrita possui quase sempre a cor verde-espinafre, embora possa ocorrer também nos matizes branco, preto e amarelado. É mais fibrosa que a jadeíta e, em termos mineralógicos, equivale à tremolita e a actinolita.

A nefrita apresenta uma estrutura fibrosa, dureza 6 a 6 ½,  densidade 2,95 (- 0,05 + 0,08) g/cm3, índices de refração 1,606 – 1,632  (- 0,006), sendo a leitura do índice médio, pelo método de visão distante, em torno de 1,61 a 1,62.

As principais fontes de jadeíta são Mianmar (antiga Birmânia, na região de Hpakan, centro-norte do país), responsável por quase toda a produção mundial de boa qualidade; Guatemala (El Progreso e Zacapa) e, secundariamente, Rússia (Montes Urais e Sibéria Central), Cazaquistão e Japão.

A nefrita ocorre principalmente no Canadá (Colúmbia Britânica), EUA (Alaska), China (Provìncia de Liaoning e diversas outras regiões), Rússia, Nova Zelândia e Austrália.

A classificação de qualidade do jade leva em consideração não apenas os 4 tradicionais fatores cor, pureza, lapidação e peso, mas, adicionalmente, os denominados 2 Ts, em referência aos parâmetros transparência e textura.

A jadeíta de melhor qualidade é comercialmente denominada “imperial”; é translúcida a semitransparente e possui uma cor verde esmeralda vívida e brilhante. Este material é considerado o padrão de excelência a partir do qual são classificados todos os demais jades, incluindo a nefrita.

A jadeíta pode ser tratatada de várias formas, sobretudo mediante tingimento (corantes orgânicos e outros), impregnação (parafina e cera) e aquecimento.

Fontes:

ANDERSON, B. W.: Gem Testing.
CIBJO: Coloured Gemstone Blue Book 2006.
DANA, J. D.: Manual de Mineralogia.
GUNTHER, B.: Tables of Gemstone Identification.
HUGHES, R.W.; GALIBERT, O.; BOSSHART, G.; WARD, F.;OO, T.;SMITH, M.; SUN,T.T.; HARLOW, G.E.: Burmese Jade: The Incrustable Gem, Gems & Gemology, vol. 36, No 1, 2000

NASSAU, K.: Gemstone Enhancement.
WEBSTER, R.: Gems. Their Sources, Descriptions and Identification.


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gemlab.com.br - e-mail: gem@gold.com.br

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