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GRADUAÇÃO DE DIAMANTES LAPIDADOS
SEGUNDO O SISTEMA DOS 4C's



Luiz Antônio Gomes da Silveira *



2ª Parte – Cor

Depois de termos discorrido sobre a Lapidação no artigo anterior, neste trataremos da Cor, mais um dos fatores de classificação de diamantes lapidados segundo o Sistema dos 4 Cs.

A cor da maior parte dos diamantes de qualidade gemológica varia de incolor a amarelada, amarronzada ou acinzentada e deles diz-se terem cores regulares. Classificá-los significa, portanto, determinar o grau de saturação desses matizes.

A terminologia de graduação predominante é a estabelecida pelo GIA (Gemological Institute of América), que consiste em classificar a cor segundo graus representados por letras. A escala de cores regulares varia do grau D (absolutamente incolor) ao Z (cor amarela, marrom ou cinza clara). Diamantes de matizes distintos dos mencionados ou que possuam tons mais escuros e/ou maiores saturações que o Z são conhecidos como diamantes com cores de fantasia ou Z + e devem ser claramente descritos como tal. A eles, e em particular aos róseos, o GIA vem dedicando especial atenção, tendo desenvolvido uma nomenclatura de graduação que, ao mesmo tempo, leva em conta a complexa influência dos matizes, tons e saturações proporcionados pela natureza e pode ser utilizada de modo sistemático pelo mercado.

As instituições européias CIBJO (Confederação Internacional da Bijuteria, Joalheria, Ourivesaria, Diamantes, Pérolas e Pedras), HRD (Conselho Superior do Diamante) e IDC (Conselho Internacional do Diamante), assim como a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), também possuem terminologias de classificação de cor próprias e os certificados de diamantes costumam apresentar a equivalência entre estas terminologias e a do GIA.

Em termos práticos, o grau de cor do diamante é determinado por comparação visual com um conjunto de pedras de cores padronizadas (masterstones), obtidas por equivalência direta de padrões originais elaborados pelas instituições HRD, CIBJO ou GIA.

A classificação de cor deve ser realizada sob iluminação artificial padronizada, com temperatura entre 5000 e 5500o Kelvin. As pedras-padrão são dispostas lado a lado, de perfil, com a mesa voltada para baixo, sobre uma canaleta ou cartolina branca em forma de cunha, de modo que a mais incolor fique à esquerda e a mais amarela à direita. Em seguida, o diamante solto a ser graduado é colocado de perfil entre duas pedras-padrão e observado na direção perpendicular ao seu pavilhão, pois nesta são minimizados os reflexos de luz. Ao ser comparado com os padrões, o diamante examinado deve mudar continuamente de lugar até que não mais exista diferença entre ele e uma das masters, de modo que seja classificado com o grau de cor equivalente ao da pedra-padrão.

Os diamantes marrons e cinzas são igualmente classificados com o auxílio do conjunto de pedras-padrão de cores amarelas, mas levando em consideração a saturação, em detrimento do matiz que, logicamente, é distinto. No caso dos diamantes lapidados marrons e cinzas de graus K a Z, o GIA recomenda que, ao descrever a cor, sejam adicionados à letra um dos seguintes termos complementares: Faint (K a M), Very Light (N a R) ou Light (S a Z). As normas do CIBJO, por outro lado, estipulam que diamantes lapidados com nuances marrons e cinzas, de graus I a L, devem conter a descrição adicional “Grau de Cor Equivalente”, enquanto nos de graus M e abaixo, deve constar o matiz (marrom ou cinza), precedido do termo “Light”.

Diversos instrumentos capazes de obter um valor numérico preciso para a cor e relacioná-lo a um grau visualmente estabelecido foram já desenvolvidos, mas ainda há resistência quanto a sua utilização em larga escala, sob diversas alegações, entre as quais a de que o olho humano bem treinado seria mais eficaz que qualquer um deles ou pelo fato de ainda terem um custo relativamente alto.

Ao contrário das gemas coradas, nas quais o valor monetário aumenta com a saturação da cor, a ausência completa desta nos diamantes é um fator apreciativo. Assim sendo, o grau D (absolutamente incolor) é o mais valorizado e, a partir dele, têm-se uma seqüência decrescente de valores, à medida que aumenta a saturação do amarelo, marrom ou cinza, embora o grau final da escala (Z +) trate-se de uma cor de fantasia, portanto também rara e valiosa.

Depois de realizada a classificação da cor e dos demais parâmetros, pode-se estabelecer o valor do diamante lapidado à época da sua graduação, recorrendo às cotações disponíveis nas publicações de referência, dentre as quais a mais difundida é o Rapaport Diamond Report, de periodicidade semanal.

Ela disponibiliza cotações de diamantes lapidados em diversos estilos e formas, no intervalo de cores considerado mais comercial, isto é, o dos graus D a M, sendo que, para os demais, aplicam-se fatores de correção. As referidas cotações são apenas orientativas, de modo que os preços médios praticados no mercado atacadista brasileiro podem, eventualmente, delas diferir.


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gold.com.br/~gem - e-mail: gem@gold.com.br

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