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RODONITA E RODOCROSITA


Luiz Antônio Gomes da Silveira *



Estas duas gemas de tonalidade rósea a vermelha devem sua cor ao manganês e podem, eventualmente, apresentar aspecto similar.
 
A rodonita ocorre usualmente na forma opaca e, menos frequentemente, nas formas translúcida e transparente; sua cor é geralmente vermelho-rosada a vermelho-alaranjada e vermelho-carne.

Quimicamente constitui-se de um silicato de manganês, de fórmula CaMn4[Si5O15], possui dureza 5 ½ a 6 ½, peso específico 3,40 a 3,74 g/cm3 e índices de refração 1,733 (- 0,017 + 0,005) a 1,744 (- 0,021 a + 0,008), com uma birrefringência de 0,010 a 0,014. O IR médio, obtido pelo método de visão distante, corresponde a aproximadamente 1,73.

A rodonita costuma apresentar aspecto mosqueado, com veios ou inclusões pretos de óxido de manganês. Sua lapidação é difícil, por conta da clivagem perfeita em duas direções.

As ocorrências de rodonita encontram-se amplamente distribuídas, embora poucas fontes forneçam material transparente. No Brasil, até onde sabemos, há produção em Minas Gerais, no município de Conselheiro Lafayete, onde ocorre associada à piroxmangita, e em Urandi, no Estado da Bahia.

Pela semelhança de grafia, é conveniente lembrar que a rodonita não tem qualquer parentesco com a rodolita, um membro intermediário da série de granadas piropo-almandina.

Já a rodocrosita possui cor rósea, normalmente mais clara, mas algumas vezes semelhante à da rodonita; o matiz mais apreciado é o vermelho-groselha; ocorre na forma opaca e, menos frequentemente, na forma translúcida.

Quimicamente constitui-se de um carbonato de manganês, de fórmula MnCO3 e, assim como todos os carbonatos, reage em contato com ácido clorídrico. Esta gema costuma apresentar veios brancos com estrutura fibrosa radial e clivagem romboédrica perfeita.

Possui dureza 3 ½ a 4 ½, portanto inferior à da rodonita; peso específico 3,45 a 3,70 g/cm3 e índices de refração 1,590 (- 0,012 + 0,010) - 1,805 (- 0,019 a + 0,015), com uma birrefringência de 0,208 a 0,220, elevada como convém a um carbonato.

Suas principais ocorrências estão localizadas nos EUA (Colorado), na África do Sul e, principalmente, na Argentina. Neste país, já era trabalhada pelos incas, que a extraiam da localidade montanhosa de San Luís - situada a aproximadamente 230 km a leste de Mendoza - pelo menos desde o século XIII.

Fontes:

ANDERSON, B. W.: Gem Testing.
CIBJO: Coloured Gemstone Blue Book 2006.
DANA, J. D.: Manual de Mineralogia.
GUBELIN, E.J. & KOIVULA, J. I.: Photoatlas of Inclusions in Gemstones.
GUNTHER, B.: Tables of Gemstone Identification.
SCHUMANN, W.: Gemas do Mundo.
NASSAU, K.: Gemstone Enhancement.
WEBSTER, R.: Gems. Their Sources, Descriptions and Identification.


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gemlab.com.br - e-mail: gem@gold.com.br

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