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FENÔMENOS ÓPTICOS
ADULARESCÊNCIA, LABRADORESCÊNCIA E AVENTURESCÊNCIA

Luiz Antônio Gomes da Silveira *



Adularescência

Trata-se de um fenômeno óptico observado na pedra-da-lua (ou adulária), a mais conhecida variedade gemológica do grupo dos feldspatos.

A adularescência consiste de lampejos prateados que lembram o brilho da lua e resulta da reflexão interna da luz na peculiar estrutura da pedra-da-lua, ordenada em camadas alternadas de dois tipos de feldspato: o ortoclásio (mineral de dureza 6 na escala de Mohs) e a albita.

Quando estas camadas são grossas, a luz que nelas se reflete produz efeitos de interferência que dão lugar a um resplendor (ou schiller) ondulante, de cor branca ou incolor. Por outro lado, se as camadas não são demasiadamente grossas, o resplendor resultante é azulado e a gema mais atraente e valorizada.

Para se obter o máximo rendimento deste fenômeno, a pedra-da-lua deve ser lapidada de tal forma que a base do cabochão seja paralela ao plano das camadas de feldspatos. O efeito é melhor observado em determinadas direções, à medida que o exemplar é girado.

Usualmente, a adulária é semi-transparente e, além das mencionadas cores, ocorre nos matizes marrom, cinza, verde e rosa. Suas mais típicas inclusões são fissuras de tensão, com aspecto de insetos do tipo centopéia.

O Efeito Tyndall, responsável pela opalescência, também pode contribuir para realçar o fenômeno óptico apresentado pela pedra-da-lua.


Pedra-da-Lua (Adulária)

Labradorescência

Fenômeno óptico que produz destelhos de cores espectralmente puras e que gradualmente se modificam, à medida que a gema é girada sob luz refletida. Atribui-se o efeito à difração e interferência da luz nos finos planos de geminação polissintética.

Este fenômeno ocorre em um mineral do grupo dos feldspatos, denominado labradorita, um membro intermediário da série dos plagioclásios, consisitindo de uma mistura amorfa de 2 minerais deste grupo, a albita e a anortita, variando esta última de 50 a 70 por cento.

Na labradorita, ocorrem reflexões de cor azul ou verde, embora outros matizes possam ocorrer, principalmente cinza e branco. Nas denominadas espectrolitas, os destelhos apresentam diversas cores.

O fenômeno de labradorescência se assemelha bastante ao da iridiscência (ou jogo de cores) observado na opala preciosa.


Labradorita

Aventurescência

A pedra-do-sol ou feldspato aventurina é a variedade preciosa de oligoclásio, um membro intermediário da série dos plagioclásios.

Trata-se de uma gema translúcida, que deve seu atrativo às reluzentes inclusões vermelhas a alaranjadas de microscópicos cristais aplanados dos minerais de ferro hematita e/ou goethita, que lhes proporcionam reflexos avermelhados, graças à orientação paralela das lamelas.

A labradorita pode também apresentar aventurescência, sendo então denominada labradorita pedra-do-sol ou labradorita aventurescente.

As principais ocorrências dos feldspatos pedra-da-lua, labradorita e aventurina mencionados neste artigo encontram-se no Madagascar, Myanmar, Índia, Sri-Lanka, Canadá, EUA, Finlândia, Brasil, Tanzânia, Austrália e Rússia.


Bracelete de Prata com Feldspato Aventurina

Fontes:
Anderson, B. W.: Gem Testing
CIBJO: Blue Book (Edição 2006)
Gubelin, E. J. & Koivula, J. I.: Photoatlas of Inclusions in Gemstones
Nassau, K: Gems Made By Man
Webster, R.: Gems Their Sources, Descriptions and Identification


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gold.com.br/~gem - e-mail: gem@gold.com.br

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