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GEMAS DE COLEÇÃO


Luiz Antônio Gomes da Silveira *



Gemas menos tradicionais e de uso pouco difundido em joalheria podem ser cobiçadas por colecionadores por sua raridade e beleza, apesar de possuirem produção irregular e restrita a poucas localidades.
 
O Brasil é fonte de diversas dessas gemas de coleção, entre as quais destacaremos, neste artigo, a brasilianita, o esfênio e o euclásio.

BRASILIANITA

Rara gema de coleção de cor amarela esverdeada clara, deve seu nome ao nosso país por ter sido aqui descoberta, no ano de 1942, em um pegmatito do município de Divino das Laranjeiras, em Minas Gerais. Proporciona belos espécimes de coleção de forma prismática.

Constitui-se de um fosfato de sódio e alumínio e, além do local do primeiro achado, há outras ocorrências com pequena ou insignificante produção atual, em Minas Gerais (Linópolis e Mendes Pimentel), Rio Grande do Norte (Parelhas e Alto do Giz) e Paraíba (Alto Patrimônio).

Possui dureza 5 ½, densidade 2,94 (± 0,03) e índices de refração de 1,602 - 1,621 (± 0,003), com uma birrefringência de 0,019 a 0,021.

ESFÊNIO

Também conhecida como titanita, esta gema de coleção ocorre nas cores amarela, verde e marrom. Em estado bruto, é reconhecível por sua forma cristalográfica com aspecto de cunha, clivagem prismática e, nos exemplares facetados, por sua elevada dispersão (superior à do diamante e realçada ao lapidá-lo em estilo brilhante, mas nunca em cabochão).

Quimicamente, constitui-se de um silicato de titânio e cálcio, de dureza 5 a 5 ½, densidade 3,52 (± 0,02) e pleocroísmo intenso. Seus elevados índices de refração, 1,900 - 2,034 (± 0,020), proporcionam um brilho sub-adamantino e sua elevada birrefringência, da ordem de 0,100 a 0,135, ocasiona a duplicação das arestas do pavilhão em exemplares lapidados, ao serem  observados através da mesa.

O esfênio exibe um espectro de absorção com uma série de linhas nas regiões do alaranjado e do amarelo, devidas aos denominados elementos terras raras. A principal ocorrência brasileira localiza-se no município de Capelinha, em Minas Gerais.

EUCLÁSIO

Gema muito apreciada pelos colecionadores, costuma ocorrer na forma incolor, bem como em cores claras, sendo o azul e o verde seus matizes mais frequentes, enquanto o amarelo e o violeta são menos comuns.

Possui dureza 7 ½, densidade 3,10 (± 0,01) e índices de refração 1,654 (- 0,004) - 1,673 (- 0,002 a + 0,004), com uma birrefringência de 0,019 a 0,025.

No Brasil, um dos poucos países onde há ocorrência deste mineral com qualidade gemológica, ele é encontrado em Minas Gerais, nos municípios de Ouro Preto – onde ocorre associado ao topázio imperial -, São Sebastião do Maranhão e Buenópolis, bem como no Rio Grande do Norte, na localidade de Equador.

Fontes:

ANDERSON, B. W.: Gem Testing.
DANA, J. D.: Manual de Mineralogia.
GUNTHER, B.: Tables of Gemstone Identification.
WEBSTER, R.: Gems. Their Sources, Descriptions and Identification.


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gemlab.com.br - e-mail: gem@gold.com.br

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