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TRANSPARÊNCIA


Luiz Antônio Gomes da Silveira *



A beleza das gemas depende inteiramente da luz, que as tornam únicas e cobiçadas. Quando um raio de luz incide sobre uma delas, com ela se interage e nos transmite cor, brilho, fogo, efeitos ópticos e transparência.
 
Por este último termo designamos a quantidade de luz que pode ser transmitida através de uma substância, também denominada diafaneidade. Esta depende das porções de luz absorvidas e dispersadas ao passar através da gema, bem como da quantidade de luz refletida por sua superfície.

As gemas se classificam, quanto à transparência, em:

Transparentes: aquelas que se deixam atravessar pela luz, permitindo distinguir perfeitamente o contorno de um objeto visto através delas.

Translúcidas: apenas parte da luz é transmitida, mal permitindo ver um objeto através delas.

Opacas: impedem totalmente a transmissão da luz.

A rigor, pode-se acrescentar o termo “semitransparente”, para referir-se às substâncias que se deixam atravessar quase totalmente pela luz, mas o contorno de um objeto visto através delas não é inteiramente nítido. Do mesmo modo, a designação “semitranslúcida” pode ser usada para descrever as substâncias que transmitem apenas uma ínfima parte da luz, não permitindo que vejamos um objeto através delas.

A maior parte dos principais tipos de gemas ocorre mais comumente na forma transparente (diamante, rubi, safira, esmeralda, etc), o que não significa que não possam ser encontrados também como espécimes translúcidos ou opacos. Por outro lado, os que ocorrem usualmente na forma opaca (lápis-lazúli, turquesa, ônix, etc), ou translúcida (jade, opala de fogo, quartzo rosa, prehnita, etc), raramente ou jamais ocorrem na forma transparente.

É oportuno salientar que, embora tendamos a considerar sinônimos os termos transparente e translúcido, no que tange à gemologia eles têm diferentes significados, como se pode constatar por suas definições.

Fontes:

Anderson, B. W.: Gem Testing
He Ok, C.: Curso de Gemologia Básica
Webster, R.: Gems. Their Sources, Descriptions and Identification

Dana, J. D.: Manual de Mineralogia


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gemlab.com.br - e-mail: gem@gold.com.br

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