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GRADUAÇÃO DE DIAMANTES LAPIDADOS
SEGUNDO O SISTEMA DOS 4C's



Luiz Antônio Gomes da Silveira *



4ª Parte – Peso

Além da pureza, da cor e da lapidação, o peso é o quarto dos mais importantes fatores de graduação ou classificação de diamantes lapidados segundo o Sistema dos 4 Cs, desenvolvido pelo Gemological Institute of America (GIA).

A unidade de peso utilizada para diamantes lapidados ou brutos, assim como para as gemas de cor lapidadas é o quilate métrico ou, simplesmente, quilate, de abreviatura ct (do inglês carat). Esta designação não possui qualquer relação com o quilate do ouro (de abreviatura K), que representa a proporção deste elemento contido numa liga metálica.

Muito antes que os pesos fossem internacionalmente normatizados e adaptados ao sistema métrico, no início do século 20, os antigos mercadores baseavam suas pesagens em objetos naturais que fossem relativamente comuns. As sementes secas eram as preferidas para pesar pequenos objetos, especialmente se os seus pesos eram relativamente uniformes, como é o caso da semente da algarobeira (Ceratonia Siliqua), uma espécie comum no Mediterrâneo e no Oriente Médio. O termo quilate deriva, portanto, do grego keration e do árabe qirat, em alusão ao nome desta árvore nestes idiomas.

O quilate métrico corresponde a 0,2 g e deve ser expresso com apenas duas casas decimais, embora a maior parte das balanças eletrônicas atuais indique o peso com 3 decimais. O arredondamento da 2a casa decimal faz-se para cima somente se a terceira decimal for um nove (ex: as leituras 0,991 ct a 0,998 ct são, sem exceção, arredondadas para 0,99 ct, enquanto a leitura 0,999 ct é arredondada para 1,00 ct).

A centésima parte de quilate métrico é denominada ponto. Este termo é empregado para referir-se a diamantes de pesos inferiores ao quilate, sobretudo os muito pequenos ou para pesos complementares ao quilate (ex: 1,25 ct: um quilate e vinte e cinco pontos). São designados melees os diamantes lapidados pequenos com pesos geralmente compreendidos no intervalo entre 0,06 ct e 0,20 ct, embora não haja consenso acerca desses limites.

O peso de um diamante lapidado solto é determinado por meio de balanças eletrônicas devidamente calibradas e estabilizadas, de forma que as condições ambientais não influenciem as leituras, o que permite obter resultados precisos e reproduzíveis.

Os diamantes montados em peças de joalheria podem ter seus pesos estimados por meio de fórmulas matemáticas, medindo-se suas dimensões com auxílio de um calibre com precisão de centésimo de milímetro e observando-se atentamente as suas proporções, de forma a proceder às eventuais correções necessárias. Quando se pretende emitir documentos, como laudos ou pareceres técnicos, deve-se mencionar claramente que os pesos foram estimados a partir dessas medições e não obtidos diretamente por pesagens.

As principais dimensões dos diamantes lapidados em estilo brilhante e forma redonda são o diâmetro e a altura total. Há uma série de tabelas que correlacionam estas duas variáveis (ou apenas o diâmetro) com o peso total, sem a necessidade de se efetuar quaisquer cálculos. No caso de brilhantes com outras formas, as fórmulas requerem as mensurações do comprimento, da largura e da altura total.

O valor por quilate dos diamantes lapidados de uma determinada qualidade não é uniforme para todos os tamanhos, mas cresce exponencialmente à medida que aumenta seu peso, de modo que a raridade dos exemplares de maior tamanho desempenha um importante papel na formação do preço. Assim sendo, em termos comerciais, diamantes de igual cor, pureza e lapidação, são avaliados de forma distinta se pertencem a diferentes intervalos de peso. Esta é a razão pela qual os diamantes são freqüentemente lapidados com a máxima retenção de peso, o que muitas vezes implica em proporções que se distanciam das ideais, afetando o aspecto final do diamante lapidado. Por este motivo, não é raro nos depararmos com rondízios muito grossos, coroas demasiadamente altas ou pavilhões muito profundos, o que, evidentemente, é levado em consideração pelo gemólogo ao julgar a qualidade da lapidação.

As normas da CIBJO (Confédération Internationale de la Bijouterie, Joaillerie, Orfèvrerie, des Diamants, Perles et Pierres) recomendam que apenas diamantes lapidados com pesos iguais ou superiores a 0,20 ct estejam sujeitos a certificados completos, enquanto exemplares com pesos inferiores a este podem ser objeto de certificados simplificados, nos quais constem apenas peso, dimensões, estilo e forma de lapidação, grau de cor e grau de pureza.


*Luiz Antônio Gomes da Silveira é gemólogo pós-graduado pela Universidade de Barcelona (1988), pela Associação Alemã de Gemologia (Deutschen Gemmologishen Gesellschaft) e pela Associação e Laboratório de Ensaios de Gemas da Grã-Bretanha (Gemmological Association and Gem Testing Laboratory of Great Britain). Engenheiro de Minas (UFMG/1985), é credenciado pela Secretaria da Receita Federal, Responsável Técnico pelo Gem Lab - Gemologia e Engenharia Mineral e ex-Instrutor de Cursos de Gemologia e Diamante na Ajomig/Sindijóias.
web site: www.gold.com.br/~gem - e-mail: gem@gold.com.br

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