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FOTOGRAFIA DE JÓIAS

DIAMANTES NÃO SÃO BRANCOS!


Marcos Vianna *


dezembro / 2007

Da mesma forma como escrevi em minha última coluna, quando falei sobre o registro do ouro, os diamantes e, na realidade, todas as pedras, precisam de um registro de graduações de tonalidades, reflexos em altas luzes e pequenas áreas pretas que vão dar o contraste necessário ao registro do brilho.

Não adianta esperar que um diamante, principalmente se for uma pedra grande, pareça brilhante se não tiver áreas pretas para acentuar o contraste das altas luzes. É a teoria da relatividade aplicada à fotografia!

Isso se explica pela diferença entre o que o olho humano vê e a capacidade de registro da fotografia que não é capaz de captar a gama de nuances e contrastes vista pelo primeiro.

Para ilustrar este tema escolhi uma fotografia feita para a Amsterdam Sauer.

 

 

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No mês de novembro tive o prazer de ministrar dois workshops sobre fotografia de jóias: o primeiro no Encontro Nacional do Setor Joalheiro, aqui no Rio de Janeiro, e o outro na IV Pará Expojóia – Amazônia Design, em Belém. Foram eventos voltados a um público de designers, joalheiros e estudantes, onde pude ver o interesse que a fotografia de jóias desperta e constatei a excelente organização de ambos os eventos, conduzidos com enorme profissionalismo.

Num momento em que a joalheria brasileira está ganhando prêmios internacionais e angariando excelente reputação no mundo, percebo o quanto a fotografia de jóias é importante neste contexto.

A jóia, como artigo de luxo, tem na fotografia profissional o maior aliado no despertar do desejo e do sonho de consumo no público alvo e vejo com satisfação os joalheiros e designers buscando conhecer um pouco mais este mundo da fotografia e descobrindo que a imagem de suas marcas precisa de um trabalho tão meticuloso, desde a hora do “click” até o tratamento digital da imagem.

Preciso também registrar a grata surpresa que tive em conhecer um pouco do trabalho dos designers e joalheiros do Pará, que estão desenvolvendo um trabalho atual com temas amazônicos, aliando as técnicas tradicionais aos materiais orgânicos de sua própria cultura. O sucesso é inevitável!

Até o mês que vem.

*Marcos Vianna - trabalha com fotografias desde 1984, quando cursava Publicidade e Propaganda na UFRJ. Foi assistente dos fotógrafos Milton Montenegro, Márcia Ramalho, Ella Durst, Job, Vicente Valverde e do Estúdio Bloch Editores. Pertenceu à equipe do Jornal do Brasil, fotografando para a revista Domingo e encartes culturais. Especializou-se em fotos de jóias e tem em seu portifólio trabalhos executados para a Amsterdam Sauer, Natan, Lisht, Kamille Bernard e muitos outros, entre joalheiros e designers. Atualmente atende clientes nas áreas de joalheria, publicidade e moda em seu estúdio em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Web site:
www.marcosvianna.com
Contato:
marcos@marcosvianna.com

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