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FOTOGRAFIA DE JOIAS

A LUZ PARA A FOTOGRAFIA


Marcos Vianna *


agosto / 2009

Uma das decisões que devemos tomar quando montamos um estúdio para o registro de joias é a escolha da fonte de luz. Falarei de alguns principais tipos descrevendo suas vantagens e desvantagens que precisam ser consideradas.

Podemos dividir nossas fontes de luz basicamente em duas categorias: flash e luz contínua.

A principal vantagem da luz de flash é a velocidade do disparo que elimina qualquer movimento da peça durante a fotografia, principalmente se estivermos em algum lugar sujeito a trepidações vindas da rua ou do funcionamento de algum equipamento industrial e, até mesmo, de elevadores. É comum, ao posicionarmos uma joia, principalmente se ela estiver pendurada, que algum elemento móvel fique balançando ao ritmo de alguma vibração que nem percebíamos que existia. No caso de uma exposição com luz contínua, esse movimento seria traduzido em um borrão na área que se move. O flash consegue eliminar esse borrão, desde que a trepidação não seja exagerada. Podemos testar a firmeza de nosso ambiente de trabalho usando um copo com água, posicionando-o contra uma lâmpada acesa que reflita em sua superfície. Em caso de trepidações, veremos pequenas ondas agitando a água. Outra grande vantagem do flash é a cor da luz, que se assemelha à cor da luz do sol, permitindo um registro tonal eficiente.

A luz de flash, no entanto, pode apresentar algumas desvantagens, principalmente ao iniciante, já que o que fotografamos não é exatamente o que vemos. Usualmente preparamos nossa fotografia usando uma luz de modelagem contínua ou a luz ambiente, sendo o flash disparado apenas no momento da fotografia.
Essa dificuldade é bem atenuada com a utilização de câmeras digitais que permitem ver imediatamente o que foi fotografado para corrigirmos algum problema antes da fotografia final. Outra desvantagem é que um bom equipamento de flash, que nos permita um extenso controle da quantidade e da qualidade da luz, muitas vezes é um equipamento caro e de difícil utilização ao leigo.

A luz contínua pode ser de vários tipos, de acordo com o tipo de lâmpada e das características da luz produzida.

Os tipos de lâmpadas mais comuns são as halógenas e as fluorescentes.

A lâmpada de luz halógena tem uma característica cor amarelada, quando fotografamos com o balanço de cor para a luz do dia, e é uma ótima luz para fotografia, com a desvantagem de ser muito sensível a variações de tensão que podem gerar diferenças de exposição e de cor numa mesma sessão fotográfica. Outra desvantagem é o calor intenso gerado por esse tipo de lâmpada que, além do desconforto, pode causar queimaduras quando nos descuidamos em seu manuseio.

As lâmpadas fluorescentes produzem uma luz esverdeada, quando fotografamos com o balanço para luz do dia, e talvez seja o tipo de iluminação mais fácil de usar por não gerar muito calor e ser pouco sensível a variações de tensão, desde que fiquem acesas por pelo menos 15 minutos antes do uso para atingirem temperatura e potência ideais. Uma desvantagem é a pouca quantidade de luz do espectro mais próximo ao vermelho que é gerada pela maioria das lâmpadas, criando algumas dificuldades no tratamento digital posterior.

Outra dificuldade no uso de iluminação contínua é a impossibilidade de diminuirmos a potência da luz, usando, por exemplo, um dimmer. A fluorescente só acende com a corrente total e a halógena, apesar de variar de intensidade varia também em cor, tornando-se mais amarelada conforme a potência diminui, tornando problemático o balanço das cores, pois cada lâmpada vai gerar uma cor diferente. Isso nos obriga a ter como único meio de controle da exposição o posicionamento da lâmpada, mais próxima ou mais afastada, conforme a necessidade de luz. Caso utilizemos apenas uma fonte de luz, podemos controlar a exposição através dos controles da câmera.

A fotografia que lustra essa coluna é de uma peça da Blume Joias, fotografada com flash de estúdio Mako.
Até a próxima coluna!

 


*Marcos Vianna - trabalha com fotografias desde 1984, quando cursava Publicidade e Propaganda na UFRJ. Foi assistente dos fotógrafos Milton Montenegro, Márcia Ramalho, Ella Durst, Job, Vicente Valverde e do Estúdio Bloch Editores. Pertenceu à equipe do Jornal do Brasil, fotografando para a revista Domingo e encartes culturais. Especializou-se em fotos de jóias e tem em seu portifólio trabalhos executados para a Amsterdam Sauer, Natan, Lisht, Kamille Bernard e muitos outros, entre joalheiros e designers. Atualmente atende clientes nas áreas de joalheria, publicidade e moda em seu estúdio em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Web site:
www.marcosvianna.com
Contato:
marcos@marcosvianna.com

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