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FOTOGRAFIA DE JÓIAS

O TAMANHO DA IMAGEM



Marcos Vianna *


junho / 2008

O principal numa fotografia é o olho e a alma do fotógrafo. Na verdade, a câmera não faz a fotografia sozinha e de nada adianta um super-equipamento sem a sensibilidade e a experiência do bom fotógrafo por trás dele.

Por outro lado, é impossível ao bom fotógrafo realizar uma boa fotografia de jóias sem um equipamento muito especializado.

Até já vi resultados interessantes em fotografias realizadas com equipamentos digitais amadores ou semiprofissionais, mas sempre que se parte para um uso mais especifico como um anúncio ou outro tipo de impresso gráfico, todas as deficiências destes equipamentos aparecem de forma extraordinária.

Uma das limitações dessas câmeras compactas, mesmo as “semiprofissionais” é o tamanho da área de captura da imagem proporcionada pelo sensor digital. Todas essas câmeras têm sensores muito pequenos que, mesmo tendo muitos megapixels, não têm área suficiente para registrar todos as minúcias de uma jóia, captando detalhes nas áreas de brilhos, de meios tons e de sombras. Não há espaço suficiente para essa informação e essas áreas tendem a misturarem-se, criando uma sensação de desfoque que obriga a um tratamento digital mais profundo que acaba criando uma sensação de ilustração, não mais fotografia. Além disso, raramente essas câmeras possuem boas lentes, e mesmo quando as têm, não são apropriadas para nosso tipo de fotografia.

Podemos comparar os tamanhos dos sensores digitais com os tamanhos dos filmes fotográficos que utilizávamos (e eventualmente ainda utilizamos) até então. Fotografias amadoras, jornalísticas ou que não exigissem grandes ampliações, eram feitas com filmes 35mm, cuja área de imagem é de 24x36mm. Para fotografias de moda ou de publicidade utilizávamos filmes de médio formato com áreas de 4,5x6cm a 6x9cm. Para fotografias de jóias, o ideal sempre foram os filmes de grande formato entre 4x5” (9x12cm) e 8x10” (20x25cm) que são utilizados em câmeras que proporcionam total controle sobre a imagem, os movimentos de báscula e deslizamentos dos quais poderei falar em próximas colunas.

As câmeras digitais profissionais têm sensores maiores que as amadoras, que vão desde a metade do tamanho de um negativo fotográfico de 35mm até o dobro desse tamanho.


Até mesmo mais importante que a quantidade de megapixels do sensor de uma câmera, a área de captura é fundamental. E uma câmera profissional é a melhor aliada do bom fotógrafo. E o bom fotógrafo, especializado no que faz, o melhor aliado do joalheiro.

A fotografia que ilustra essa coluna foi realizada para Kamille Bernard.
Até a próxima!



*Marcos Vianna - trabalha com fotografias desde 1984, quando cursava Publicidade e Propaganda na UFRJ. Foi assistente dos fotógrafos Milton Montenegro, Márcia Ramalho, Ella Durst, Job, Vicente Valverde e do Estúdio Bloch Editores. Pertenceu à equipe do Jornal do Brasil, fotografando para a revista Domingo e encartes culturais. Especializou-se em fotos de jóias e tem em seu portifólio trabalhos executados para a Amsterdam Sauer, Natan, Lisht, Kamille Bernard e muitos outros, entre joalheiros e designers. Atualmente atende clientes nas áreas de joalheria, publicidade e moda em seu estúdio em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Web site:
www.marcosvianna.com
Contato:
marcos@marcosvianna.com

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