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FOTOGRAFIA DE JOIAS

SELEÇÃO DE FOCO E
PROFUNDIDADE DE CAMPO



Marcos Vianna *


janeiro / 2009

Quando trabalhamos com peças tão pequenas como joias, logo nos deparamos com dificuldades de controle das áreas que estão em foco. Isso acontece pois estamos numa zona crítica da “profundidade de campo” devido à excessiva aproximação entre a câmera e a joia - o mesmo não acontece em fotografias comuns de pessoas ou paisagens que estão sempre mais afastadas.

O cálculo pode ser feito de forma matemática, mas em tempos de fotografia digital e conhecendo a idéia básica do controle da profundidade de campo, podemos visualizar os resultados.

O ponto de foco varia conforme giramos o anel de focalização da lente da câmera dentro de uma proporção geométrica, ou seja, um pequeno movimento do anel levará o foco para cada vez mais longe, até o momento em que o foco estará no infinito, ou seja, não faz mais diferença rodar o anel. Já nas pequenas distâncias, um pequeno movimento traz uma bem visível mudança de foco.

Se por um lado isto dificulta nossa tarefa de colocar uma joia inteiramente em foco, nos permite chamar mais atenção de determinadas áreas mais importantes da peça, usualmente as pedras e os detalhes da frente dela.

Quando precisamos colocar a peça inteira em foco, podemos recorrer a uma de duas técnicas: o fechamento do diafragma ou a báscula do plano da lente. Esta última é restrita às câmeras profissionais, que permitem esse tipo de movimento.

Quando fechamos o diafragma, temos uma entrada menor de luz que passa por um orifício mais estreito dentro da lente. É o mesmo que uma pessoa míope consegue ao apertar os olhos para enxergar melhor. Uma imagem em foco é uma imagem onde a luz refletida em cada pequena porção do objeto termina sua trajetória num mesmo ponto na superfície do filme ou do sensor da câmera. Quando ela parece desfocada é porque essa trajetória acabou um pouco antes (ou um pouco depois) deste ponto e acaba atingindo uma área maior do que deveria. Quando fechamos o diafragma, diminuímos também a quantidade de luz que sobra, realçando a luz que atinge o ponto exato.

Resumindo, quando temos uma imagem em que apenas uma parte está em foco, podemos aumentar essa área de foco fechando mais o diafragma e, consequentemente, aumentando o tempo de exposição. Se queremos um foco mais seletivo, podemos abrir o diafragma e controlar o resultado diretamente no monitor do computador.

A foto deste artigo é de um conjunto de pulseiras de Andrea Chorovsky, onde o foco vai ficando suave nas partes mais afastadas da imagem, trazendo nossa atenção para a frente das joias.

*Um link excelente para entendermos mais a fundo essa técnica, onde podemos ver vários exemplos é: http://www.cambridgeincolour.com/tutoriais/profundidade-de-campo.htm.

Até o mês que vem!

 


*Marcos Vianna - trabalha com fotografias desde 1984, quando cursava Publicidade e Propaganda na UFRJ. Foi assistente dos fotógrafos Milton Montenegro, Márcia Ramalho, Ella Durst, Job, Vicente Valverde e do Estúdio Bloch Editores. Pertenceu à equipe do Jornal do Brasil, fotografando para a revista Domingo e encartes culturais. Especializou-se em fotos de jóias e tem em seu portifólio trabalhos executados para a Amsterdam Sauer, Natan, Lisht, Kamille Bernard e muitos outros, entre joalheiros e designers. Atualmente atende clientes nas áreas de joalheria, publicidade e moda em seu estúdio em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Web site:
www.marcosvianna.com
Contato:
marcos@marcosvianna.com

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