PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

FOTOGRAFIA DE JÓIAS

O OLHO E A CÂMERA
1ª PARTE


Marcos Vianna *


janeiro / 2008

Antes de tudo, gostaria de desejar um 2008 repleto de boas realizações para todos!

Continuando nossos assuntos fotográficos, uma das complexidades da fotografia é a diferença entre o que o olho humano vê e o que a câmera fotográfica é capaz de registrar, seja numa película fotográfica ou num sensor digital.

Quando vemos determinada cena, fazemos isso através do notável mecanismo de nossos dois olhos que compõem um sistema de visão estereoscópica permitindo ao nosso cérebro uma percepção tridimensional do mundo. A câmera fotográfica tem apenas uma lente que registra sua imagem em apenas um plano focal e, conseqüentemente, gera uma imagem bidimensional.

Nosso cérebro, além de simplesmente registrar um mundo tridimensional, tem a capacidade de interpretá-lo diante de sua experiência de vida e de sua genética funcional. Esse é um longo assunto, tratado por diversos especialistas, mas o que importa aqui é a capacidade que nosso cérebro tem de decodificar imagens bidimensionais, interpretando-as como representações de um mundo 3d.

Essa capacidade de interpretação é o trunfo que nos permite fazer uso da fotografia para registrar objetos tridimensionais como uma jóia. Para que essa capacidade de interpretação seja otimizada, é preciso lançar mão de diversas técnicas de composição e de iluminação que ressaltem as características da forma e do design da peça.

D. BressanComo exemplo, sabemos que normalmente o aro de um anel é apenas uma parte funcional, para prendê-lo ao dedo. Não deveria ser importante, na maioria das vezes, mostrá-lo numa fotografia, mas como diferenciar um anel de um broche se o primeiro for fotografado totalmente de cima? Temos um bom exemplo disso na fotografia que ilustra este artigo. Uma fotografia muito mais de cima faria com que o aro ficasse escondido atrás da pedra tornando difícil o entendimento da peça como sendo um anel.

Outra característica de nossa visão estereoscópica é um campo de visão muito mais alongado horizontalmente do que uma câmera pode registrar. Quando olhamos uma jóia de perto, vemos detalhes tanto na parte diretamente frontal a nossos olhos como também nas laterais. Isso faz com que alguns clientes desejem que a fotografia de sua jóia mostre detalhes que não poderão ser registrados em uma única imagem. Faça a experiência olhando em detalhe, por exemplo, um anel. Primeiro olhe-o com os dois olhos e depois feche um. Você verá que é impossível ver todos os detalhes que via antes. É que nosso cérebro junta as imagens captadas pelos dois olhos e as mistura.

Por isso, quando procurarmos o melhor ponto de vista para fotografar uma jóia, precisamos lembrar de fechar um dos olhos para confirmar a sua viabilidade.          

Mês que vem continuaremos com esse assunto. Até lá!

*Marcos Vianna - trabalha com fotografias desde 1984, quando cursava Publicidade e Propaganda na UFRJ. Foi assistente dos fotógrafos Milton Montenegro, Márcia Ramalho, Ella Durst, Job, Vicente Valverde e do Estúdio Bloch Editores. Pertenceu à equipe do Jornal do Brasil, fotografando para a revista Domingo e encartes culturais. Especializou-se em fotos de jóias e tem em seu portifólio trabalhos executados para a Amsterdam Sauer, Natan, Lisht, Kamille Bernard e muitos outros, entre joalheiros e designers. Atualmente atende clientes nas áreas de joalheria, publicidade e moda em seu estúdio em Botafogo, no Rio de Janeiro.
Web site:
www.marcosvianna.com
Contato:
marcos@marcosvianna.com

>>> INDEX