Almir Pastore estudou fotografia P/B na Escola Panamericana de Arte e Design, em São Paulo. Foi assistente do fotógrafo Joaquim Marques e fez trabalhos para grandes gravadoras, como Polygran, Ariola e Odeon. Conheceu o mundo da joalheria e especializou-se em fotografia de jóias. Criou um vínculo com as peças de design por vezes arrojado, inovador, de materiais inusitados e outras tantas de simplicidade tocante. Sabe, com maestria, valorizar cada peça fotografada. Com o jogo de luz perfeito, criou um estilo único de fotografar, onde sombras e reflexos interagem com a jóia.
Já fez parte do júri de importantes concursos de joalheria, como o Tahitian Pearl Trophy e o AngloGold Ashanti AuDitions. São dele fotos das peças dos livros “Kristallos” e “Tendências”, este último patrocinado pelo World Gold Council. Em 2004, publicou seu primeiro livro, “JÓIAS”. No último mês de fevereiro, Almir lançou “CONTRAPONTO”, livro com 465 jóias de 112 joalheiros e designers, escolhidas entre 4000 trabalhos, realizados entre 2004 e 2006.
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- Porquê Contraponto?
Almir Pastore -Na música, contraponto é uma técnica que consiste executar duas melodias ao mesmo tempo, de forma harmoniosa. É assim que vejo a fotografia e a jóia, duas diferentes expressões de arte que, se executadas em harmonia, podem produzir um resultado fantástico. Eu consigo fazer uma bela foto e fazer com que a jóia reflita nela toda sua beleza.
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- Com a experiência de mais de vinte anos de profissão, como você vê a fotografia de jóias atualmente?
Almir Pastore -Já foi muito difícil fazer foto publicitária de jóias no Brasil. O mercado era conservador e o que existia era praticamente cópia do que era feito no exterior. A iluminação da jóia era uniforme, sem volume, e não se podia ter áreas mais escuras no metal, consideradas defeitos. Hoje é bastante diferente, o mercado está aberto a novas idéias e propostas. Não só aceita, mas exige novidades.
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- Há uma grande oferta de câmeras digitais cada vez mais sofisticadas e, hoje, qualquer pessoa pode fotografar. O que pensa sobre isto?
Almir Pastore -Eu sou a favor de novas tecnologias, afinal facilitam a vida de todo mundo. Um joalheiro pode usar uma câmera digital para fazer o registro de suas peças, a baixo custo, montar um catálogo para referência de clientes ou representantes. Mas, se pensarmos na foto como material publicitário, aí é outra história. A fotografia de jóias é bastante específica e requer equipamento apropriado, iluminação correta, sensibilidade, técnica e muita pesquisa para se obter um trabalho de qualidade.
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- Você acaba de lançar seu segundo livro. Valeu a experiência?
Almir Pastore -Antes de tudo, é um prazer a que me entrego. O livro é uma ferramenta para mostrar o que é feito hoje na joalheria brasileira e registrar para o futuro. Só entram no livro peças de design, é uma maneira de valorizar o trabalho do autor. O retorno tem sido muito bom, é gratificante ver que posso emocionar um artista com a foto de sua jóia, isto não tem preço.
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- Planos para o futuro?
Almir Pastore -Tenho muitos. Recebo vários e-mails de escolas e faculdades que adotaram meus livros em sua biblioteca, como referência. A cada dois ou três anos pretendo publicar outros...
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