Maria
Lúcia Barbosa é natural de Campos dos Goytacazes (RJ),
mas tem alma mineira. De sua vivência de alguns
anos em Minas, traz a sensibilidade e o amor às riquezas
da natureza, sua grande fonte de inspiração. Tece fios
de metal e adorna as preciosas gemas, brutas ou
lapidadas, transformando-as em delicados e versáteis
adornos.
Sua arte
transformou também as vidas de jovens
do sertão cearense, onde implantou o
projeto Mãos de Quixeramobim, ensinando a
artesãos e lapidadores - por meio de cursos de criação
e design, o aproveitamento de refugos minerais
na produção de jóias.
Atualmente,
Maria
Lúcia desenvolve
uma nova linha de jóias feitas em maior escala de
produção, mas sempre preservando os conceitos de
criação, e acaba de abrir um pequeno escritório em
São Paulo.
Suas coleções já foram exibidas em Nova
Iorque, Lisboa, Dusseldorf, Madri, Heidelberg e Roma,
além de várias cidades do Brasil. No último mês de
agosto, ela participou da Mostra Biomas - Jóias da Cor
do Brasil, realizada em São Paulo e também passou a
integrar o grupo Brazilian Art Jewelry, junto
com outros dez artistas joalheiros.
---------------------
"Aos
vinte e cinco anos, dos Campos dos Goytacazes, da
planície e do vento, fui conduzida às Montanhas das
Gerais! Ouro Preto! Mais tarde, Belo Horizonte. Não
tenho palavras para expressar todo o encantamento e
emoção ao descobrir as Minas. Minas Gerais!
Fui da primeira turma da
Escola Mineira de Joalheria. Marcos Augusto! Cláudio
Brandão!
Atualmente vivo em São Paulo.
Minas é viva nas minhas lembranças, faz também parte
das minhas raízes. Minas é Mundo!
Toda a minha obra joalheira é
fruto desta relação profunda com o meu percurso, com o
meu movimento interno, com minha emoção, meu
sentimento. São frutos deste vínculo forte com a
Natureza, com as raízes do meu país, essa profusão de
cores, de formas, de materiais.

Coleção
Ágata
|

|
Através do curso de
Gemologia no GEM Center, em Belo Horizonte, pude
vivenciar o contato direto com os minerais naturais, com
formação perfeita, sobre os quais não se aplica
lapidação; são reservados para coleções particulares
de gemas ou para exposição em museus.
É a natureza pronta, bela,
forte, perfeita, extraída da terra e levada a símbolo
precioso na ornamentação.

Coleção Primaveril -
--> broche e pingente
"As flores de meu jardim"
|

e
broche "A Natureza por um fio"
|
Desde o início do
meu trabalho utilizo minerais de coleção, gemas
lapidadas ou talhadas em formas originais e vários
outros materiais que possam me possibilitar um trabalho
artístico e de raízes essencialmente brasileiras:
sementes, madeiras raras, adornos indígenas que
considero preciosos, borracha, fios de linho de seda,
couro, fibras naturais, seixos de rio e metais como ouro,
prata, cobre e aço.
A maioria das peças pertencem
a coleções criadas em torno de um tema, um conceito.
Como: "A Natureza por um fio", "O Vazio no
círculo", "Trilhos",
"Caminhos","Pelas trilhas das Minas",
"Construção", "O Caminho tortuoso das
esmeraldas", entre outros.
Minha Arte-ofício é sempre
encontrar a sintonia entre o precioso em minha cliente
com o que a Natureza me oferece, daí que a monotonia se
quebra e as jóias têm sempre algo de excepcional,
exclusivo.
Toda jóia deve carregar
consigo a beleza, a maestria técnica, o ato criativo, a
originalidade, o raro. Deve carregar consigo o registro
de um momento, de uma conquista, de uma celebração. Vai
muito além dos modismos, da ostentação, do poder". (Maria Lúcia Barbosa)
rabs.ml@uol.com.br
|