Incentivada a freqüentar aulas de pintura e escultura, ainda muito criança Juliana Pellegrini já flertava com o mundo das jóias, sem ter idéia de que viria a trabalhar no ramo. Chegou a cursar Artes Plásticas na FAAP, mas seu lado perfeccionista a fez optar pelo curso de Arquitetura da Universidade Mackenzie, onde se formou. Sua tese de graduação foi premiada no concurso da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e no Ópera Prima, competição promovida pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB).
Fios de ouro em delicadas tramas e bordados, pérolas e gemas preciosas,
movimento e articulações precisas

Em 1998, antes mesmo de se graduar, resolveu buscar outras experiências, iniciando o aprendizado em joalheria no Atelier Renato Camargo.
Em 2002, realizou sua primeira exposição e, em 2003, foi vencedora da etapa brasileira do Tahitian Pearl Trophy com o anel “Cristalização”. No ano seguinte, ficou entre os finalistas do AngloGold Designer Forum Brasil, com o colar "Apapáatai Mihiza". Em 2006, contando com o patrocínio da Joalheria Rosa Okubo, foi novamente premiada pela AngloGold Ashanti com a peça “Gelo Ardente” no AuDitions Brasil e classificada no HRD Awards, concurso internacional de design de jóias com diamantes, realizado na Bélgica.

Fotos: Robert Schwenck
Juliana possui seu próprio atelier, onde executa pessoalmente as jóias. Em cada uma delas, há uma idéia, uma busca. Seu processo criativo acontece de forma variada. Em alguns momentos, a peça surge como em um modelo 3D, finalizada; em outros, não chega nem a desenhá-la. A inspiração pode surgir diretamente na banca ou a partir das pedras, particularmente nos anéis. Utiliza basicamente o ouro, explorando suas tonalidades. A prata aparece nos casamentos de metais. Pérolas e gemas coloridas também estão presentes em grande parte de suas criações, jóias que a cada dia vêm conquistando mais admiradores.
“A inspiração vem do cotidiano, da natureza, é meu olhar traduzido em jóia....”
Juliana Pellegrini
julianapellegrini@uol.com.br
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