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CAIXA DE RELÓGIO:
O DETALHE FAZ A DIFERENÇA
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No mundo dos
relógios todos os detalhes são importantes, mas
a caixa, sem dúvida é o que faz a diferença.
Dependendo do design e do material do qual a caixa é feita,
o próprio status do modelo se transforma. Os elementos
utilizados para a fabricação dessa peça são
bastante variados e têm influência direta no preço
e no estilo do objeto. Um material mais resistente, por exemplo,
é o mais adequado para relógios à prova d'água.
Já o plástico pode ajudar a compor um visual mais
leve, casual e fashion, como é o caso da moda atual.
Independentemente do material do qual é feita, a caixa
costuma passar por um tratamento especial. Isso ajuda no aumento
da durabilidade desse produto e, devido às novas tecnologias
existentes, esse processo não implica num aumento de custos.
Os materiais mais comuns encontrados nas caixas são: titânio,
aço inoxidável, brass, alloy, antimônio e
plástico. São elementos bastante diferentes entre
si, mas cada um possui diferenciais que podem se transformar em
vantagens competitivas, dependendo do custo/benefício que
se espera do modelo. Por isso, é fundamental conhecer as
características de cada um deles, para poder oferecer o
modelo mais indicado para satisfazer as necessidades dos clientes.
O titânio, por exemplo, cuja cor é cinza prata, além
de ser leve, é resistente à ferrugem e também
à corrosão provocada pela água do mar e pelo
ambiente marinho. Seu grau de resistência é igual
ao da platina e superior ao do aço inoxidável. Para
completar, é antialérgico e resiste a até
427 graus centígrados de temperatura. Já o aço
inoxidável é composto por um grupo de ligas de aço.
Sua aparência é popular entre os consumidores, devido
ao seu brilho. Ele tem a vantagem de ser facilmente conservado
e de ser, como o titânio, antialérgico. Destaca-se
por sua força, maleabilidade, resistência geral aos
elementos e à maioria dos corrosivos. A fabricação
de caixas em aço inoxidável é complicada,
principalmente devido a sua dureza para ser cortado, prensado,
torneado e fundido. Esse processo encarece a peça, tornando-a
menos acessível. O metal pode ser fundido mas, se por um
lado isso reduz os custos, por outro leva a uma pequena queda
na qualidade do produto, implicando em uma resistência menor.
O material mais popular nos relógios brasileiros, o brass,
é mais conhecido como latão. Trata-se de uma liga
formada geralmente por dois metais: cobre e zinco. O cobre, de
acordo com sua quantidade, determina a cor do latão. Quanto
maior a presença de cobre, mais o metal se torna avermelhado.
Por ter uma resistência menor, é mais fácil
de ser manuseado, e por isso, tornou-se o elemento mais comum
na fabricação de relógios.
O alloy também é um tipo de latão, só
que mais sofisticado, pois passa pelos processos de fundição
e injeção. Primeiro, o material é exposto
a uma temperatura entre 850 e 900 graus centígrados, chegando
a seu ponto de fusão. Ao ficar em estado líquido,
é injetado em moldes de caixas para relógios. Esse
ponto é o mais importante, pois se a injeção
nos moldes não for perfeita, o metal ficará vulnerável
à corrosão. No caso de uma injeção
malfeita, após certo tempo, ele pode apresentar poros ou
buracos que podem deteriorar a caixa e desprender o folheado.
Outro material que compõe as caixas é o antimônio.
De cor branco azulada, ele não é exatamente um metal.
Trata-se de um elemento químico, ametal e quebradiço,
mas que, em estado de ebulição, se transforma em
metal. Ele não possui grande resistência à
corrosão e ao ambiente marítimo. Sua durabilidade
é curta, o que é compensado pelo seu baixo custo.
Mas nem isso faz com que ele se torne atrativo para a relojoaria.
A maioria das indústrias prefere evitá-lo, a fim
de manter a qualidade de seus produtos.
Por último, temos o plástico, que durante muito
tempo foi associado aos relógios de preço mais baixo.
Agora, depois que marcas de grife passaram a utilizá-lo
em modelos fashion, recheados de diamantes, esse conceito mudou
radicalmente. Os relógios feitos com esse material utilizam
o sistema de injeção de plástico. O elemento
injetado possui a vantagem de garantir uma boa vedação,
aumentando o grau de segurança em relação
à entrada de água no relógio. Há diferentes
tipos e qualidades de plásticos, o que faz com que este
tenha uma variação de preço na sua produção.
O plástico preto resiste mais ao tempo sem perder o tom
ou a coloração. Já os de outras cores tendem
a apresentar um desgaste em sua tonalidade original.
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| Fontes:
texto- Catálogo oficial da 34ª Feninjer / foto: arquivo Jóia br |
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