Tenho dito muito
que exportar não é nada mais do que aumentar o número
de clientes compradores, ou seja, ampliar o mercado que a
empresa já tem como cativo. Por que então muitas
empresas relutam em tomar posição para buscar novos
clientes no exterior?
Tenho escutado muitas
reclamações sobre a dificuldade do mercado nacional em
absorver a produção das empresas. Diversos empresários
recentemente me disseram que o Natal do ano passado não
foi uma boa época em termo de vendas e que o princípio
deste ano também não tem representado nenhum alento.
Minha resposta é sempre uma pergunta: o que tem feito
sua empresa para reverter esta situação? A maioria me
responde que espera que melhore... Alguns felizmente
firmam uma posição de analisar criteriosamente as
causas e resolvem aumentar sua base de clientes. Importante lembrar
que a empresa que somente mantém seus clientes
cativos um dia sentirá que estes não mais absorverão
seus produtos de forma satisfatória.
É necessário, para
sobrevivência da empresa, a busca incessante de novos
mercados, para que se possa ter sempre mais clientes que se
tinha no ano anterior, pois ao passo que alguns destes
deixarão de ser clientes, outros os substituirão em
quantidade e volume maior. Muitas empresas chegam a fazer
10 ou mais feiras no Brasil em um ano, mas são incapazes
de se dedicar que seja a uma feira somente no exterior,
para ampliar sua base de clientes e diversificar
mercados. Analisando os números da empresa, pode-se
chegar à conclusão que o que esta investe em abertura
ou manutenção do mercado nacional não condiz com os
resultados apurados.
Este é o ponto para se
investir criteriosamente em abertura de mercado externo.
Buscar o melhor mercado, aproveitar as oportunidades do
mercado em feiras já existentes ou novas feiras,
executar um planejamento com base em estratégias de
marketing, programar investimentos e, antes de mais nada,
agir profissionalmente, pois no mercado mundial não há
espaço para amadores. Fazer uso de assessoria ou
consultoria na preparação da empresa e capacitação em
exportação também são pontos importantes, pois
existem particularidades a serem consideradas para o
efetivo sucesso.
Muito tenho falado sobre
planejamento, elaboração do Plano de Marketing da
empresa, formas de apresentação ao mercado, metodologia
de condução de negócios no exterior e treinamento
sobre exportação. Utilizando estes mecanismos, não há
porque continuar se lamentando sobre o marasmo do mercado
nacional. Todas as empresas que estão empregando
métodos corretos de abertura de mercado no exterior,
mesmo aquelas que iniciaram este trabalho recentemente,
têm colhido resultados satisfatórios e se encontram
animadas em relação ao potencial de
crescimento da empresa.
Há que se lembrar que
para se exportar existem dois pontos benéficos em
relação ao mercado doméstico: o primeiro é a
possibilidade de financiamento da empresa a juros
subsidiados para a compra de matéria-prima, insumos
produtivos e despesas acessórias e o segundo é a
possibilidade de se trabalhar com programação de
produção e não pronta-entrega, como atualmente se
tornou usual no Brasil. Desta forma, pode-se programar o
caixa da empresa com muito mais critério, evitando-se a
estocagem de produtos e o melhor gerenciamento do capital
da empresa.
Busque informações
sobre as possibilidades de crescimento de seu mercado,
feiras disponíveis, possibilidades de expansão de
mercado e se ampare sempre em decisões estratégicas.
Lembre-se da velha estória dos livros de marketing
do vendedor de laranjas da beira da estrada e mude o rumo
de sua empresa. Em épocas de crise é que as empresas
mais crescem.
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