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cálculos para formação de preços de produtos a serem
exportados muitas vezes representam equação que precisa
ser analisada cuidadosamente, quando a empresa decide
atuar na venda ao exterior ou decide pesquisar novos
mercados. Além dos
custos normais no mercado interno, com exceção dos
impostos que sofrem isenção ou não incidência, estão
envolvidos outros fatores e estratégias relativas ao
mercado que se deseja atingir. A competitividade e o
controle de preços no mercado internacional constituem
um desafio a ser vencido com paciência e persistência.
A produtividade e a qualidade, bem como as condições de
pagamento e entrega, são barreiras constantes que devem
ser ultrapassadas, tanto na produção como nas
condições de venda.
As margens de lucro
dependem das condições de competitividade do mercado e
da aceitação e procura do produto a ser exportado. Na
prática, a base é sempre o preço de venda no mercado
interno, subtraindo-se e adicionando-se alguns itens.
É aconselhável elaborar
uma planilha de custos do produto, podendo-se adotar o
seguinte procedimento básico: Calculado o preço FOB ou
FCA para exportação, deve-se analisar se o preço
encontrado é o ideal diante do que o mercado
internacional ou seu mercado-alvo está praticando.
Quando, nesta análise, o preço estiver aquém do
mercado, pode ser aumentada a margem de lucro. Estando o
preço além, deve-se decidir por diminuir custos.
O procedimento ideal para
a formação do preço de exportação é o levantamento
do custo de fabricação da mercadoria, feito item por
item, somando-se os custos fixos e os variáveis para
cada caso. Como custo fixo entende-se aluguel de imóvel,
despesas administrativas, mão-de-obra indireta,
depreciação de maquinário, etc., ou seja, todo custo
que existirá sempre que houver ou não produção.
Custos variáveis são aqueles que são contabilizados de
acordo com o volume de produção, tais como
matérias-primas, mão-de-obra direta, materiais de apoio
à produção, luz, água, etc. Deve-se também somar os
custos específicos de exportação, tais como embalagens
especiais, despachantes aduaneiros, taxas portuárias ou
aeroportuárias, transporte até o porto ou aeroporto,
seguros, corretoras de câmbio, etc.
Existem ainda alguns
custos a serem considerados, tais como as viagens
internacionais para prospecção de mercado ou para
desenvolvimento de tecnologia, depreciação do
maquinário, riscos cambiais (variações de moeda),
investimentos em melhorias da produtividade, além de
outros específicos a cada empresa.
Somente após formado o
preço de exportação de suas mercadorias, a empresa
estará apta, então, a efetuar uma pesquisa de mercado
para seu produto. De nada adianta saber que determinado
produto pode ser colocado em um determinado mercado, se
seu custo é exageradamente alto para fazer frente aos
concorrentes naquele mercado.
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