O sítio arqueológico encontrado data de um tempo na
Bactria sobre o qual se sabe muito pouco. Segundo o arqueólogo
Hiebert, é muito difícil precisar quem eram esses nômades,
mas os objetos e jóias encontrados podem ajudar a entender
o papel que os mesmos tinham no comércio existente na Rota
da Seda e no relacionamento com as diversas culturas existentes na
região.

O
tesouro, ainda em estudo, pode eventualmente revelar novas informações
sobre o espaço de tempo perdido na História que vai
do declínio do reino greco-bactriano até a ascensão
do grande império Kushan. Alguns objetos encontrados são
pouco comuns: uma moeda de ouro que mostra em uma de suas faces um
homem descansando na Roda do Dharma e, na outra, um leão com
uma das patas elevadas. Uma outra moeda é estampada com o perfil
do imperador romano Tibério, e é considerada a primeira
moeda deste tipo a ser encontrada na Ásia Central.
Ainda,
um par de fivelas de ouro mostra Cupido com dois golfinhos, mas sendo
representado como um homem mais velho e de aparência cínica,
bem diferente da forma como este deus grego era representado e os
dois golfinhos são mais parecidos com peixes que habitam o
rio Amu Darya do que com os originais.
Durante as três últimas décadas, estima-se que
mais de 2/3 do acervo do Museu de Cabul foi destruído, já
que o prédio foi severamente bombardeado em diversas ocasiões.
Mas o tesouro de Tillya Tepe permaneceu intacto, graças à
absoluta discrição dos funcionários do museu
envolvidos na operação para colocar o tesouro em um
lugar secreto e de difícil acesso (até hoje não
se sabe onde foi este lugar).
O
conteúdo das seis tumbas oferece algumas respostas e muitas
perguntas sobre a Rota da Seda e sobre a cultura bactriana no primeiro
século DC. Ainda é impossível para os estudiosos
envolvidos apontar por que e de que causas os nômades morreram
e por que o antigo templo foi escolhido como local funerário.
As sugestões passam por calamidades como fome, doença
fatal ou um ataque desfechado contra o grupo.
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