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CLADDAGH: SÍMBOLO DE AMOR,
LEALDADE E AMIZADE


Julieta Pedrosa*


Há mais ou menos 400 anos, numa vila pesqueira irlandesa chamada Claddagh, perto da cidade de Galway, viveu um mestre joalheiro chamado Richard Joyce, cujo design de um anel composto por duas mãos segurando um coração coroado acabou por tornar-se parte da tradição irlandesa até hoje.

O anel Claddagh pertence a um grupo maior de anéis chamados Fede, cujo design era o de duas mãos se tocando, simbolizando fé, comprometimento e verdade, e que remontam aos antigos romanos. Este tipo de anel foi muito popular durante a Idade Média na Europa. A diferença do Claddagh para os Fede é justamente o coração coroado.

De acordo com a tradição, se o anel é usado na mão direita, com a coroa de cabeça para baixo (invertida) significa que a pessoa que o usa é descomprometida. Se usado ao contrário, significa algum comprometimento. Se o Claddagh é usado na mão esquerda, com a coroa apontando em direção aos dedos das mãos, o coração dela é totalmente comprometido com alguém.

O mais antigos exemplares de anéis Claddagh possuem um selo com as letras RI, marca do ourives Richard Joyce (meados do séc. XVII (circa)-1737). O interesse por esse design em particular (mãos segurando um anel coroado) começou a se intensificar após a morte de Joyce, e os anéis eram feitos inicialmente a partir de um molde feito em osso de um molusco (cuttlefish) encontrado naquela região, utilizando a técnica da cera perdida.

Existem duas lendas antigas sobre o Claddagh. A primeira diz que uma irlandesa de nome Margaret Joyce casou-se com um rico comerciante espanhol de nome Domingo de Rona. Depois do casamento, foram morar na Espanha, onde Domingo faleceu, deixando à Margaret uma imensa fortuna. Ela então retornou a Galway, onde se casou novamente com o prefeito da cidade e era reconhecida pelas obras de caridade. Um dia, uma águia derrubou no seu colo um anel Claddagh, que ela usou até morrer. A segunda lenda conta que Richard Joyce foi feito prisioneiro por corsários algerianos, que o venderam como escravo a um ourives mouro que o treinou nas artes da ourivesaria. Em 1689 Richard foi libertado da escravidão e seu antigo dono ofereceu a ele sua filha em casamento e metade da sua riqueza, se Richard ficasse na Argélia. Porém Richard preferiu voltar para casa e trouxe para a Irlanda a idéia do design do anel, hoje mundialmente famoso como anel Claddagh.

Imagem: Claddagh Rings - Copyright Pot O'Gold, Inc 1996


*Julieta Pedrosa - carioca, arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da joalheria, é designer de jóias e professora de História da Joalheria e de Gemologia básica em Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail:
julieta@julietapedrosa.com.br
site:
www.julietapedrosa.com.br