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DIAMANTES
FAMOSOS
Parte
II
Julieta Pedrosa*
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O Olho do Tigre,
61,50 quilates Este diamante
distingue-se pela sua cor marrom - dourada que,
ao refletir a luz, lembram as cores presentes nos
olhos de um tigre. Descoberto no rio Vaal, perto
de Kimberley África do Sul - em 1913, seu
peso bruto era de 178,50 quilates. A gema
lapidada em um talhe derivado do brilhante, foi
montada em jóia em forma da aigrette de
um turbante, em 1934. Atualmente, faz parte de
coleção privada.
- O Banjarmasin,
40 quilates Este diamante é um dos
maiores diamantes encontrados em Bornéu. A mina
onde foi encontrado pertencia ao sultão Adam de
Banjarmasin e o diamante passou a fazer parte do
tesouro real a partir de 1824. Após a morte do
sultão, a região entrou em uma guerra civil que
só terminou com a intervenção colonialista
holandesa. Consequentemente, o diamante e outros
tesouros reais foram confiscados e levados para
Rotterdam em 1862. Atualmente, integra a
coleção do Rijksmuseum, Amsterdam, Holanda.
O Dutoitspan,
ou O Diamante SeisUmSeis, 616 quilates Esta
maravilhosa gema é o maior diamante conservado
bruto. O Grupo De Beers optou por não
lapidá-lo, para o conservar como um tesouro de
história natural. Este cristal, encontrado em
abril de 1974 na mina de Dutoitspan, em Kimberley
- África do Sul - possui uma bela forma
octaédrica. Coleção DTC.
- O
Tavernier, 56,07 quilates Para
comemorar o século XXI, a Maison Cartier revelou
este diamante ao mundo. Montada em uma jóia
desenhada por Micheline Kanoui, sua aparição
pública causou sensação. O Tavernier é um
diamante de um tipo muito raro, chamado de
"camaleão", pois sua cor muda de
acordo com a qualidade da luz. De um delicado
marrom-amarelado à luz artificial, adquire
nuances azuladas à luz solar e ainda podem-se
descobrir nele tons marrom-rosados. O nome da
gema é uma homenagem ao explorador e comerciante
de diamantes francês Jean-Baptiste Tavernier
(1605-1689). Foi na Índia que Tavernier adquiriu
o famoso Diamante Azul que fez parte das jóias
da Coroa da França. Roubado em 1792, reapareceu
no século XIX sob o nome de Hope, montado em
jóia pela Maison Cartier. Atualmente o Hope faz
parte da coleção do Instituto Smithsonian em
Washington, EUA.
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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