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MARKETING:
O PODER DA MARCA
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Marca é como imagem. Mas uma marca de
valor, capaz de atingir a imaginação do cliente, só
quem a desenvolve de modo eficiente é capaz de
conquistar.
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A marca simboliza uma promessa formal de sua empresa para
seus clientes. Através dela, consumidores identificam
atributos, benefícios e serviços próprios da
corporação por trás de seu símbolo. Grandes marcas
incorporam a promessa de qualidade a tudo isso. Mas,
afinal, como é feito esse trabalho? Como um determinado
nome ou símbolo se transforma em um símbolo valorizado?
Não é uma fórmula mágica, nem uma receita eficaz. De
acordo com os especialistas em marketing a estrada é
longa e o trajeto, duro. Mas vale cada centavo investido
na direção de criar ou manter uma marca. Recentemente,
a ABAP - Associação Brasileira de Agências de
Publicidade - lançou uma campanha declarando que não
existem grandes empresas sem grandes marcas. E, pelo modo
como os negócios caminham, talvez ela esteja mesmo
certa. Afinal, quanto mais um mercado amadurece, mais os
clientes tendem a tomar suas decisões de compra baseados
em marcas, e não nos produtos ou serviços oferecidos.
O conceito de uma marca pode ser
definido num nome, termo, símbolo, desenho - ou uma
combinação desses elementos - que diferencia os
produtos e/ou serviços de uma empresa da concorrência.
Quanto mais forte, mais ela agrega valores e conceitos.
Seu apelo permite aumentar a margem de lucro da
organização, pois os consumidores estão dispostos a
pagar porque confiam na empresa que está por trás de um
determinado símbolo.
Segundo Philip Kotler, um dos papas do marketing, uma
marca é complexa e pode apresentar até seis níveis de
significado. Primeiro, ela traz à mente do comprador
certos atributos. A marca Tiffany & Co., por exemplo,
sugere produtos refinados, de bom gosto e prestígio. Em
segundo lugar, estão os benefícios. Os atributos
relacionam-se com os benefícios, que podem ser divididos
em funcionais e emocionais. O atributo prestígio pode
ser traduzido no benefício emocional: "esse produto
me faz sentir importante e admirado". Já a o
atributo qualidade, liga-se ao benefício funcional
"sei que o produto tem qualidade e não vai me
causar problemas".
Em terceiro lugar, vêm os valores. A Van Cleef &
Arpels, por exemplo, possui uma marca que simboliza
tradição, prestígio e valor artístico. Em quarto,
temos a cultura, que a marca também pode
representar. No caso da Maison Cartier, a cultura
representada é a francesa, ou a parisiense, ou, mais
especificamente, a Place Vendôme. Quando a marca cita
esses nomes, vêm à tona na cabeça do consumidor todo o
refinamento, a arte e riqueza cultural, além do glamour
do berço das grandes Maisons parisienses.
O quinto significa que uma marca pode conter a
personalidade projetada pela empresa. A Tiffany & Co.
pode sugerir uma mulher elegante e sonhadora, como Audrey
Hepburn em Bonequinha de Luxo (pessoa). Já a Ferrari
pode lembrar um guepardo, o felino mais rápido que
existe, enquanto que a Choppard pode lembrar uma mansão
extravagante, com tudo o que há de mais caro e precioso.
Finalmente, o sexto atributo refere-se ao usuário.
Determinada marca pode associar um determinado tipo de
comprador a ela. A Swatch, por exemplo, pode sugerir um
consumidor adolescente ou jovem, fashion e despojado,
enquanto que a Omega simboliza um consumidor não tão
jovem quanto o primeiro, porém clássico. A Rolex, por
sua vez, representa um consumidor mais maduro e
conservador. Não imaginamos um jovem de 20 anos,
"antenado", usando um Rolex. Da mesma forma, um
executivo de 50 anos não é o tipo de consumidor da
Swatch que nos vem à cabeça.
Toda essa gama de exemplos serve para ilustrar algo
óbvio, mas que, para alguns, não é visto de maneira
adequada: uma marca não deve ser tratada como um mero
nome. Todas essas grandes empresas citadas começaram
pequenas, muitas vezes com um ourives ou um técnico que
emprestou seu nome de família à sua empresa. Para
crescer e ser uma marca representativa em seu mercado,
esse nome teve de ser lapidado, polido e cuidado com
muita dedicação.
Um erro que muitas organizações cometem é tentar
promover somente atributos à sua marca. Geralmente, o
consumidor está mais interessado nos benefícios do que
nas características do produto. Além do mais, as
características podem ser copiadas pela concorrência, e
uma especificação pode deixar de ser objeto de desejo
do comprador. Ao trabalhar os benefícios, deve-se
promover vários, pois podem surgir marcas no mercado que
ofereçam os mesmos tipos.
Os valores, a cultura e a personalidade que uma marca
agrega são seus significados mais profundos e
permanentes. Na hora de lançar algum produto, a empresa
jamais deve ir contra esses três quesitos. Construir uma
marca leva anos, mas para desbancá-la, bastam alguns
passos em falso. Por isso ela deve ser tratada com todo o
zelo possível. Afinal, é o maior patrimônio da empresa
e a principal responsável pelo seu sucesso.
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| Fontes:
texto- Catálogo oficial da 34ª Feninjer / ilustração:
Jóia
br |
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