Entre o fim dos anos 30 e o início dos anos 40 do século XX, uma significante quantidade de tumbas reais, quatro máscaras em ouro, objetos de prata e espetaculares jóias foram encontradas intactas na cidade egípcia de Tanis, algumas das quais foram usadas por um faraó mencionado no Antigo testamento da Bíblia.
As tumbas, objetos e jóias fazem deste tesouro um dos maiores já encontrados em todos os tempos.
Apesar da importante descoberta, infelizmente, como o tesouro foi encontrado durante a II Guerra Mundial e a publicação do seu descobrimento arqueológico deu-se somente em francês, o Tesouro de Tanis e seu descobridor, Pierre Montet, não são tão famosos quanto o Tesouro de Tutankamon e Howard Carter, por exemplo.
Em 27 de fevereiro de 1939, 11 anos após o início das escavações em Tanis, Montet encontrou o primeiro dos itens do tesouro: a tumba do faraó Osorkon II. O sarcófago foi achado em um dos inúmeros cômodos do sítio arqueológico, mas tinha sido saqueado.
Uma das câmaras mortuárias intactas foi a do filho de Osorkon, Takelot II, que continha, além do sarcófago, centenas de ushabtis (estatuetas representando servos que se esperava magicamente que adquirissem vida e servissem ao faraó no outro mundo), jarras de alabastro e outros objetos. Foi uma incrível descoberta para Montet e para a arqueologia mundial, mas eram tempos muito difíceis: enquanto Montet e sua equipe retiravam os objetos da tumba, Hitler invadia a Tchecoslováquia.
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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