clique aqui!
PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

<< Voltar para o índice da seção



ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
DAS JÓIAS NA IDADE MÉDIA
Parte III


Julieta Pedrosa*


Os nobres ou assemelhados, durante praticamente todo o período medieval e em praticamente toda a Europa, podiam receber jóias de presente por participação ou vitória em torneios, assim como por sua iniciação no mundo da cavalaria galante.

Sobre o uso diário de jóias pelas classes mais elevadas da sociedade medieval ainda não se sabe o bastante, mas eram usadas em festins, festivais e festividades - casamentos, banquetes, danças, torneios e eventos religiosos – onde se celebrava tanto o esplendor secular quanto a pia devoção. Raríssimas foram as ocasiões em que reis, rainhas, nobres e cavaleiros apareceram em público sem estarem ornados por jóias que simbolizassem o seu status elevado na sociedade assim como a sua riqueza.

Nos círculos mais baixos da sociedade medieval o uso de jóias dividia-se em duas categorias: peças baratas para serem usadas diariamente e as chamadas "jóias de festa", para serem usadas em grandes ocasiões. Os casamentos sem dúvida eram considerados como um grande momento para se portar o que se tinha de melhor.

Na Idade Média não existia, basicamente, a distinção entre os sexos na utilização de jóias: ambos homens e mulheres portavam colares, anéis, broches, cintos ornados e diademas. A grande variedade e maior suntuosidade das jóias femininas dá-se, em parte, pela grande variedade de jóias para ornamentarem a cabeça e/ou os cabelos, assim como outros valiosos adereços para as vestimentas, e parte devido aos diferentes papéis vividos por homens e mulheres na sociedade medieval. Os homens utilizavam as jóias para os dias festivos e as mulheres, sempre que deixavam o lar, as portavam com suntuosidade. Provavelmente por isso é que a maior parte da legislação medieval que tratava da fabricação, comercialização e do uso das jóias, neste último aspecto tenha se dirigido mais às mulheres.

Existia, no entanto, mesmo nas questões teórico-legais sobre a utilização de jóias, diferenças de opinião sobre qual dos dois sexos deveria portar jóias mais ricamente: uns achavam que devia ser o homem, já que exercia um poder na sociedade muito maior que a mulher, com algumas restrições para a utilização exagerada de jóias; outros achavam que devia ser a mulher : "...está mais de acordo que seja a mulher a prender o homem a ela, pela utilização de seus adornos e atavios, do que o contrário...", escreveu Konrad von Megenburg (1309-74). Precauções, porém, como já escrevemos, deviam existir para evitar-se o excesso de jóias pela mulher: sermões e escritos religiosos sobre a vaidade e a ostentação eram constantes.


*Julieta Pedrosa - carioca, arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da joalheria, é designer de jóias e professora de História da Joalheria e de Gemologia básica em Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail:
julieta@julietapedrosa.com.br
site:
www.julietapedrosa.com.br