Nenhuma nação no mundo pode contar com 5.000 anos ininterruptos
de história no que diz respeito à joalheria a não
ser a Índia. As mulheres indianas sempre foram e ainda são
únicas na maneira especial de se adornarem com jóias,
e o anel sempre teve e ainda tem uma importância enorme na joalheria
indiana, adornando o nariz, orelhas, dedos das mãos e dos pés.
Também amuletos contra mau-olhado vêm na forma de anéis.
Geralmente na cerimônia que acontece no 12° dia após
o nascimento de um bebê, um pequeno anel é colocado dentro
do lóbulo da orelha ou no dedo do pé como amuleto protetor.
O
interessante em relação ao costume indiano feminino
de adornar o nariz com anel não é tão antigo
quanto se pensa. Evidências de anel no nariz só são
notadas a partir dos séculos XV e XVI, em representações
artísticas como esculturas e pinturas. O costume atual de se
usar o anel como ornamento na cerimônia de casamento foi introduzido
em fins do século XVI, pela dinastia Mughal. O anel ornamental
para nariz – em geral de aro fino e chamado phul – pode
ser um simples círculo de ouro ou um anel extremamente ornamentado
na sua superfície, contendo diamantes, pequenas correntes ou
minúsculos pendentes e é tradicionalmente usado na narina
esquerda.
Anéis
largos para o nariz também são utilizados. Podem ser
feitos somente em prata, mas também extravagantemente ornamentados
com pérolas, esmaltes e pedras preciosas. Os anéis mais
pesados são geralmente suportados por delicadas correntes presas
aos cabelos ou à cabeça, de modo que o anel ornamental
fique contra a maçã do rosto.
O terceiro
tipo de anel ornamental para o nariz, geralmente em ouro, é
colocado no septo central. Um simples aro em ouro é a forma
mais comum de adorno utilizada, mas também este pode ser bem
largo e complexo em seus ornamentos, chegando até a cobrir
a boca e necessitando ser levantado quando nas refeições.
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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