clique aqui!
PÁGINA INICIAL
EMPRESAS
ENTIDADES
FEIRAS NO BRASIL
FEIRAS NO MUNDO
EXPOSIÇOES E EVENTOS
ARTIGOS
COMÉRCIO EXTERIOR
ENTREVISTAS
MANUAL DE GEMAS
CURSOS
CURIOSIDADES
JOALHERIA DE ARTE
MODA E TENDÊNCIAS
DICAS PRECIOSAS
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
CLASSIFICADOS
PROMOÇÕES
COTAÇÃO DO DÓLAR
ANÚNCIOS
SOBRE O JOIABR
FALE CONOSCO
::::::::::::::::::::::::::::

© Joiabr - 2000
info@joiabr.com.br

<< Voltar para o índice da seção



A JOALHERIA PORTUGUESA NO SEC. XVIII
Parte II


Julieta Pedrosa*


Além dos diamantes, as esmeraldas, os rubis, as pérolas e as safiras foram largamente utilizadas na joalheria portuguesa setecentista. Mas também uma grande quantidade de jóias foi feita com gemas de baixo valor aquisitivo, porém de grande presença decorativa. Topázios, citrinos e cristais-de-rocha - estes últimos, lapidados em brilhante e forrados com folhas de prata (técnica que em portugal ficou conhecida como "mina-nova") como substitutos dos diamantes, foram também muito utilizados em jóias. Todas estas gemas eram encontradas fácilmente no Brasil, colônia portuguesa à época.

O naturalismo foi a fonte a que recorreram ourives e joalheiros do século XVIII, tanto em Portugal quanto em praticamente toda a Europa. Jóias em forma de ramos de flores, estilizados ou retratados fielmente dos originais, eram as mais produzidas: a grande atenção dada aos jardins barrocos se refletia nas jóias, transformando-as em pequenos e preciosos jardins.

As jóias usadas na corte portuguesa do século XVIII atingiram um elevado grau de esplendor. Nas jóias femininas, destacavam-se colares, brincos, alfinetes, anéis, braceletes e variados adornos para os cabelos, porém a tiara só foi aparecer em fins do século. As jóias masculinas revelavam um mundo dominado pela elegância que foi, possivelmente, o último período de esplendor da joalheria masculina ocidental: alfinetes de chapéus, relógios com correntes, fivelas para mantos e sapatos, botões e insígnias.

Na segunda metade do século, surgiu o laço que, como o nome indica, é uma jóia desenhada em forma de laço de fita na qual se acrescenta um pendente. Produzido em ouro ou prata e guarnecido com diamantes, o laço podia ser alfinete para roupas ou chapéus, brincos ou pendente no centro de um colar.


*Julieta Pedrosa - carioca, arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da joalheria, é designer de jóias e professora de História da Joalheria e de Gemologia básica em Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail:
julieta@julietapedrosa.com.br
site:
www.julietapedrosa.com.br