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JOALHERIA INDIANA (I)
Julieta Pedrosa*
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Há muitas centenas de anos, os habitantes do que hoje
conhecemos por Índia, utilizavam como adornos pessoais
materiais encontrados em abundância na natureza: couro,
dentes e ossos de animais, folhas, penas de pássaros,
frutas silvestres e semente (até nos dias de hoje tais
jóias são ainda usadas por diferentes sociedades
tribais). Escavações no Mohendojaro e em outros sítios
do Vale do Indo levaram a descobertas interessantes:
aparentemente, ambos homens e mulheres destas antigas
épocas usavam ornamentos feitos em ouro, prata, cobre e
marfim, adornados com gemas de várias qualidades. O
"Ramayana" e o "Mahabharata" são
abundantes em descrições de ornamentos e o
"Código de Manu" define os deveres do ourives.
Pelo século III aC , a Índia era o exportador líder em
gemas, especialmente diamantes. O ouro era geralmente
importado. |

Marajá de Sindh
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Na Índia
os ornamentos são feitos para praticamente todas as
partes do corpo. Tal variedade de jóias serve como
testemunho da excelente qualidade do trabalho dos ourives
indianos. As jóias na Índia variam das de cunho
religioso até às de cunho puramente estético. As
jóias também não são feitas somente para seres
humanos, mas também para os deuses, os elefantes e os
cavalos cerimoniais. A arte da joalheria tem recebido
patrocínio real desde tempos muito antigos. Os Rajás e
Marajás competiam entre si para saber quem possuía as
mais requintadas e suntuosas peças de joalheria.
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| As jóias na Índia
preenchem várias funções e como utilizá-las, às
vezes, possui várias implicações. No mais óbvio
nível, implica em atender a um desejo inato do ser
humano em embelezar-se. Entretanto, as jóias também
servem como identificador dos diferentes estratos da
sociedade, são utilizadas como segurança econômica e
como símbolo de contratos sociais. Para os Hindus, as
jóias estão associadas com a maioria das cerimônias
religiosas, especialmente as "Samaskaras"
(estágios da vida) "e as
"Vivaha"(casamento). Para ostentar o status de
casada, as mulheres hindus precisam usar a
"mangalsutra" ou o "thali", que
consistem em pendentes de ouro, cada um com uma certa
combinação com gemas. Tradicionalmente, um ourives fura
a orelha da criança 12 dias depois do nascimento.
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Xá Jahan
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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