O século XVIII foi uma época
opulenta para a joalheria portuguesa devido à descoberta
de ouro e, mais tarde, de diamantes no brasil.O sentimento religioso que
permeou as concepções artística e decorativa -
traduzidas na grande utilização de esmaltes e gemas
coloridas - das jóias portuguesas dos séculos
anteriores, deu lugar a jóias mais uniformes na sua
decoração e design, realçando o brilho e a cor
de uma única gema.
Surgiu então a
"jóia-espetáculo", cujo objetivo principal do
seu portador era a demonstração pública de riqueza,
poder ou convicção religiosa. Diamantes, safiras,
esmeraldas rubis e pérolas eram as gemas mais apreciadas
para este tipo de jóias.
A lapidação em
"brilhante" desenvolvida em Veneza no início
do século não deve ser entendida unicamente como um
aperfeiçoamento técnico da arte da lapidação
até então, a lapidação mais apreciada era em
"rosa", que constava de várias facetas na
superfície visível superior da gema. Na lapidação em
"brilhante", as facetas são dispostas de modo
geométrico, de forma que a luz maximize o brilho, a cor
e o fogo do diamante. É, talvez, a dominante tendência
barroca da demonstração de opulência que motiva o
desenvolvimento da nova lapidação.
Tão
grande era a tendência pela utilização de diamantes em
uma única jóia que era considerado mais hábil o
ourives que conseguisse tornar praticamente invisíveis
os suportes para as gemas. A prata tornou-se o metal
preferido para estas montagens, já que quando bem polida
confundia-se com o brilho dos diamantes.
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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