No rococó, os
laços e as fitas faziam sucesso na decoração das
jóias, criando intrincados entrelaces em torno dos
broches. Os broches mais usados tinham o design de
um bouquet de flores, com as gemas imitando quase
à perfeição o colorido das flores e folhas. Os broches
utilizados pelas damas no corpete eram, em geral,
confeccionados em duas partes, para permitir uma maior
mobilidade, já que ocupavam toda a extensão da altura
desta parte do vestuário. No neoclássico, com a volta aos estilos
grego e romano, os broches apareceram mais associados a
camafeus, agora não só feitos de marfim, mas também em
pasta de porcelana ou vidro. A companhia de James Tassie,
Glasgow, Escócia, utilizando moldes de coleções de
antigüidades ou mesmo de jóias contemporâneas à
época, fabricava camafeus de vidro. Em 1791, foram
listados em torno de 15.000 diferentes tipos de broches.
Eram tão perfeitos que a imperatriz russa Catarina,
"A Grande", ordenou a confecção de vários
broches para uso pessoal. Com o estilo império, ditado
pela ascensão de Napoleão I ao trono da França, os
camafeus de pasta de vidro e porcelana continuam na moda,
adornados com pérolas e diamantes.
No romantismo e, depois,
na belle époque, a descoberta das minas de
diamante em Kimberley, Africa do Sul, fez surgir a
chamada joalheria branca: jóias adornadas
somente com diamantes e, às vezes, com pérolas. Motivos
naturalistas como flores, vinhas, borboletas e gaivotas
eram populares. O delicado estilo guirlanda,
de Cartier, foi inspirado em livros da época de Luís
XVI e Maria Antonieta. No final do século XIX, pequenos
broches adornavam em profusão os corpetes, e também os
cabelos.
O
estilo art nouveau foi responsável por delicados
broches florais decorados com esmaltação plic-à-jour.
A flora e os insetos eram fontes de grande
inspiração e metais como a platina, o ouro e a
prata, e materiais como o vidro e o marfim eram
utilizados junto a diamantes, rubis, pedras-da-lua,
ágatas, pérolas e safiras, em harmoniosas
composições.
Os broches durante o
período art decó, identificado pela
geometricidade no design e contraste de cores,
conseguido pela utilização de gemas como coral
vermelho, lápis-lazúli, jade e ônix, tendiam a ser
pequenos e eram usados no ombro, em cintos ou chapéus.
Durante a segunda guerra
mundial, a indústria joalheira decresceu em produção
na Europa. Algumas maisons continuaram a trabalhar
em ritmo mais lento, e a Cartier foi uma delas. São
famosos os broches que simbolizavam a Paris ocupada pelos
alemães e a Paris libertada: o primeiro, um pássaro
preso numa gaiola e o segundo, um pássaro cantando com a
gaiola aberta. Os motivos naturalísticos predominavam,
caracterizados pela assimetria, espontaneidade e
movimento: pássaros exóticos, animais e bouquets
de flores.
A partir de 1960, a
joalharia teve uma significativa mudança, que se reflete
até hoje em dia. As grandes maisons joalheiras
continuaram a produzir jóias em materiais preciosos
seguindo estilos evocados de épocas precedentes, mas
surgiram também designers e artesãos, egressos
de escolas de artes, que trabalhavam individualmente. Uma
quantidade enorme de novas idéias surgiu e continua
surgindo, algumas revolucionárias em quase todos os
aspectos, outras mostrando novos estilos, no entanto
claramente envolvidas em tradições estabelecidas. Assim
como outras peças de joalharia, o broche também tem
servido de campo experimental para estes
novos profissionais: broches confeccionados em espuma
dura, papel, plásticos, madeiras, metais diversos e
também, claro, em materiais preciosos como o ouro, a
platina, o nióbio e a prata, todos com propostas
inovadoras e criativas.
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