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ART
NOUVEAU:
TÉCNICAS DE ESMALTAÇÃO
Julieta Pedrosa*
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Os materiais usados na
joalheria Art Nouveau foram os mais variados: osso de
animais, cobre, casco de tartaruga, marfim, vidro,
madrepérola, prata e ouro. E a gemas preferidas eram a
pérola, a ametista, a pedra da lua, a opala, a
água-marinha, o peridoto, o jade e o crisoberilo. E antigas técnicas de esmaltação foram
bastante utilizadas por designers e ourives para decorar
jóias em estilo Art Nouveau. O escopo e a variedade das
técnicas produziram múltiplos e maravilhosos efeitos na
decoração das jóias produzidas pelos seguidores deste
estilo artístico, que buscavam inspiração em plantas e
flores exóticas, em répteis e insetos e em figuras
femininas. Todas as forças da natureza podiam ser
capturadas em linhas sinuosas e assimétricas.
O esmalte é uma mistura
vítrea de sílica, quartzo, bórax, feldspato e chumbo
com óxidos metálicos que são adicionados à mistura
para produzir a cor desejada. A mistura é reduzida a um
pó fino e faz-se necessária uma temperatura em torno de
927 º C para o pó passar para o estado líquido.
As técnicas de
esmaltação mais utilizadas na joalheria Art Nouveau
foram:
- Cloisonné:
Um desenho é feito na peça e o seu traço
recoberto com um fino fio de ouro. Em cada
célula (cloison) formada pelo traçado do
desenho é adicionada a mistura em pó e então
aquecida até o ponto de fusão. O polimento é a
etapa final da esmaltação;
- Champlevé:
Técnica de esmaltação na qual os desenhos são
recortados do metal. As áreas (células) ocas
são preenchidas com os esmaltes (em estado
líquido) com cada cor sendo adicionada por sua
vez. É necessário o polimento para que as
áreas fiquem todas no mesmo nível;
- Basse-taille:
Nesta técnica, os desenhos são recortados ou
gravados no metal. Porém, em vez de se preencher
somente as depressões formadas, aplica-se
esmalte líquido de tessitura transparente em
toda a superfície. As cores variam de acordo com
a profundidade do desenho recortado ou gravado;
- Plic-a-jour:
Foi a técnica de esmaltação mais utilizada
pelos designers durante o Art Nouveau. Para esta
técnica, o aquecimento da mistura dá-se somente
até um grau pastoso, já que será adicionada a
células ocas (sem fundo de metal), recortadas do
metal. O esmalte é suportado por uma rede de
finos fios de metal. Delicada, esta técnica
proporciona um efeito vitrificado e translúcido,
já que a luz passa através do esmalte; e
- Taille depergne:
Depois de um desenho ser recortado ou gravado no
metal, os sulcos ou recortes são preenchidos com
a mistura em pó. A peça é então aquecida para
o esmalte preencher as depressões e depois
polida
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*Julieta
Pedrosa - carioca,
arquiteta formada pela UFRJ, pós-graduada em Análise de
Projetos pela FGV, e com vários cursos em áreas da
joalheria, é designer de jóias e professora de
História da Joalheria e de Gemologia básica em
Brasília, DF, onde mora. Suas jóias exibidas em cidades
de Portugal, Espanha e na França, assim como no Rio de
Janeiro, São Paulo, Brasília e Hong Kong, privilegiam
as linhas curvas, a fauna e a flora brasileiras .
e-mail: julieta@julietapedrosa.com.br
site: www.julietapedrosa.com.br
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