Quais
os materiais utilizados na confecção de uma jóia?
Esta pergunta, vista assim de uma forma simples, invocará
a resposta: metais nobres e pedras preciosas ou, o melhor, gemas.
Ao
olhar com atenção a expressão da joalheria
contemporânea, veremos que ela é bastante permissiva.
A
jóia exclusiva e diferenciada pode estar assim classificada
por conter mais a criação e o uso de pedras inusitadas
em seu talho (lapidação), na matéria prima
diferenciada, no diferencial do seu uso, do que o trabalho árduo
do ourives.
A
Jóia de Montagem resgatou e ampliou o uso de materiais
menos convencionais.
O que mais vemos são Jóias de Montagem que permitem
e facilitam a criação, incorporando rochas e minerais,
libertando assim o designer da ditadura do uso exclusivo das gemas.
São diferentes padrões de cores, estéticos
e naturais, além de substancial redução nos
custos, ampliando a possibilidade de escolha.
Como
diz um grande amigo geólogo: "Pedra - formou, lixou,
poliu, brilhou, tem cor e beleza - é usável em adornos
e jóias".
Ao
buscarmos na história, os egípcios já utilizavam
cornalinas, jaspe (em sua gama de cores), lápis lazuli
e outros minerais em formas cortadas e polidas. Usavam em pendentes
e colares (peitorais), quase sempre compostos de peças
múltiplas (entremeios) de metal nobre (ouro) utilizados
repetidamente para formar e valorizar a criação
central da jóia.
Na
jóia de Tatiana Cardoso Araújo (XIII Premio IBGM
- região Sudeste), encontramos o granito (aquele mesmo
usado em revestimento de pisos e paredes) compondo com citrinos
e ametistas um pingente.
O
Granito Azul Macaúbas (o mais caro do mercado mundial em
termos de revestimento e exclusivo de uma mina no Brasil) é
cobiçado mundo afora e numa forma simples de pastilhas
e esferas, empresta sua beleza às vezes fosca para ser
composta em Jóias de Montagem. Tão belo que as jóias
têm lugar de destaque num showroom exclusivo em Milão.
O
resultado dessas incursões é a possibilidade da
criação mais livre e rápida como pede o mercado
atual.
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