Diz a história que a inexistência de espelho até o século XIV/ XV tem influência no fato das joias de compromisso ou de projeção social serem anéis. Eram as únicas que as pessoas se viam usando!
Estudos mundiais, que investigam o comportamento do consumidor e do consumo de joias, indicam que anéis estão sempre em torno de 30% do total de joias consumidas. Disparado na frente de qualquer outro item da joalheria.
Quando se fala em Joalheria de Montagem, é muito comum as pessoas dizerem que nesta categoria de joias fica difícil existir anel. Arrisco dizer que os egípcios já os usavam. Um aro muito grosso (até para dar resistência) atravessado por um pino que sustentava um sinete em uma face e um escaravelho em outra. Preso sob pressão no pino cortado ao meio ou rebitado, a parte central torna-se giratória e a face do anel reversível. Naturalmente, naquela época ele não era feito em série, mas bem incluía o conceito, permitindo vários tipos de montagens.
Hoje é normal, quando se desenvolve as joias, buscar uma solução existente sim, e com os mais variados tipos. E, diferentemente do que se possa pensar, permitem muita criatividade!
Como tudo na Joalheria de Montagem, são várias as soluções e usos que os designers dão às partes prontas da joia. Como é possível soldar, cravar, furar, colar, dobrar, enfim, alterar a peça original para obter o resultado desejado, as joias obtidas são muito interessantes.

Aros com trava central podem se transformar em soluções simplificadas com o acréscimo de uma peça furada. Dependendo do modelo do aro, podemos usar um ou mais anéis juntos, modificando o design da peça na hora do uso.

Estes mesmos aros com outros entremeios de montagem tornam-se sofisticados e especiais, como neste anel com esferas no centro, parte de uma coleção de Claúdia Avellar.

Na joalheria contemporânea, materiais como papel artesanal transformados em flores utilizando a técnica do origami, dispensam o corte da haste central e apresentação - originalíssimos nestas criações de Toshiko Hama.

Interessantes também são os anéis com chapa no topo da peça, de diferentes formatos e tamanhos, com aros de tamanho fixo ou ajustável - como estes com chapas de vidro na técnica fusing, de Beatriz Lira.

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