A feltragem surgiu nos Estados Unidos. Na Europa, a técnica artesanal foi difundida e aprimorada. Ganhou “status” de arte.
Há muitos anos, na Alemanha, vários designers vanguardistas utilizaram em suas criações feltro industrializado, desde pulseiras quase que completamente feitas do material e presas por pinos de prata ou de ouro, até anéis e pingentes robustos, onde a versatilidade incluía a troca dos feltros dentro das joias e ofereciam a possibilidade de quem usa tais peças variar sua aparência.
Tive a oportunide de acompanhar esse trabalho em alguns ateliers por lá e as surpresas foram sempre muito agradáveis. Aos poucos, foram surgindo aqueles que, inquietos, começaram a produzir seus próprios feltros. As primeiras experiências foram a aplicação de lã de carneiro em tecidos, mudando assim a textura de sedas, organzas e outros materiais - incluindo as formas que surgiam com essa aplicação na criação dos tecidos. Cores, tingimentos e recortes ocupavam seus espaços.
Já a feltragem com agulha, diferentemente da técnica de aplicar a lã sobre o tecido, permite compactar diferente cores de lã, formando bolinhas de muitos tamanhos, flores, folhas e formatos diferenciados.
Como outros materiais que já citamos nessa coluna, o diferencial fica por conta da criatividade de quem faz as joias. A Joalheria de Montagem é parceira imprescindível, como podem notar nos trabalhos de Silvia Bertola, nas ilustrações a seguir:
A gargantilha é toda feita em feltragem - são utilizadas pedras em cascalho, presas pela Técnica do Alinhavo (com fio em prata).O acabamento é finalizado com fecho tubo e gancho em prata de lei. Solução perfeita!

Diferentes produtos da feltragem são montados num colar, utilizando tubos longos e curvos, e fechos “S” em prata de lei.
O design desses “bulbos” em feltragem requer apenas um fio de couro e fechos em prata de lei.
Estes são bons exemplos de como a Joalheria de Montagem se renova a cada técnica incorporada. Da mais simples até a mais elaborada!
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