O interesse e os comentários recebidos sobre o artigo “Entremeios” fazem-me ter certeza do ter escolhido corretamente o assunto desta seqüência de artigos.
Contemporaneamente no mês de março, a Revista Whish Report apresentou as fotos das jóias do Filme “Maria Antonieta” (Oscar de Melhor Figurino); lá podemos ver um colar rendado (o do filme é em ouro branco, pérolas e brilhantes) e o colar que mostrei no artigo anterior foi apresentado numa versão “pop”, lógico, que é de uma forma simplificada como a Jóia de Montagem.
Desta vez apresento o separador - que como diz seu nome separa pedras ou pérolas num mesmo colar mantendo o desenho original, (conhecido também como espaçador).

As formas dos separadores são diversas: lisas, cravadas de pedras ou desenhadas, o que confere à jóia toques diferenciados. Eles devem ter tantos furos quanto o número de fios do colar ou da pulseira e, em geral, o mesmo número de argolas dos fechos.
Algumas vezes escolhemos usar um fecho com a metade das argolas do número de fios de pedra, por isso devemos usar um separador com o número de furos igual ao número de fios e manter, assim, os fios separados para expor bem o desenho das pedras.Desta vez, ao invés de usarmos alguma ferramenta para modificar sua forma original, simplesmente propomos o uso diferenciado na criação.
Ao usarmos os separadores entre pedras, numa pulseira ou num colar curto, por exemplo, criamos uma identidade, além de manter os fios juntos na parte central da peça.

Se escolhermos usar o separador na horizontal e prendê-lo entre pedras com alfinetes e argolinhas destes alfinetes, podemos montar um brinco com muito movimento.

O uso de vários separadores juntos, na horizontal e no centro de um colar longo, une os fios vindos dos dois lados do colar e cria assim o desenho central.

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