Filigrana é a técnica utilizada em joalheria feita com fios finos e pequenas esferas de metal precioso. A joia pode ser “desenhada” nas mãos de um habilidoso joalheiro, formando um rendado minucioso e que exige muita destreza na montagem e na finalização com solda.
A técnica é conhecida desde a joalheria antiga dos egípcios. Ao longo dos séculos, apareceu em diversas culturas, mas na atualidade é sempre mais lembrada pelas joias produzidas no Norte de Portugal.
Muitas vezes o que encontramos ainda são peças bastante clássicas, onde o design pouco realiza seu papel. Com a globalização, temos a oportunidade de descobrir leituras diferenciadas para expressar o trabalho dos designers e alcançar diversos públicos. Não menos importantes e interessantes.
Mesmo quando características mais clássicas estão presentes na técnica, podemos encontrar peças contemporâneas, com a incorporação de fechos das joias de montagem para complementar o trabalho.

No Brasil, podemos identificar este tipo de joia, por exemplo, nas criações de Thais Guarnieri, que desenvolve seu trabalho fazendo o uso da técnica de filigrana e utiliza fechos como o brinco gancho da joalheria de montagem. Uma linguagem coesa e interessante, que dá o toque de modernidade.
Brinco filigrana - Thais Guarnieri
Na Colômbia, a filigrana tem se mantido quase sempre clássica e pouco divulgada fora do país. Centenas de joalheiros dominam este tipo de técnica e passam os ensinamentos de geração em geração.

Brincos filigrana - Juan Carlos Ferrer
Por lá podemos encontrar joalheiros como Juan Carlos Ferrer, que cria suas joias em filigrana, eu diria numa versão minimalista, quase abstrata, se uma beleza e leveza visual incrível! Naturalmente ele complementa seu trabalho com fechos da joalheria de montagem, que são mais que perfeitos para isso, pois viabilizam custos e produção.
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