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TECNOLOGIA E DESIGN

PROTOTIPAGEM RÁPIDA MEDIANTE ADIÇÃO


Patricio Alzamora *


agosto / 2009

Continuando a nossa matéria sobre equipamentos para produzir originais, falaremos agora de equipamentos que constroem o modelo adicionando matéria, seja mediante deposição de gotículas de resina, plástico ou cera em camadas consecutivas - imprimindo tridimensionalmente ou mediante um feixe de lazer ou luz, controlado eletronicamente, que solidifica (também em camadas) um material líquido, construindo assim o modelo.

Estes equipamentos, chamados de máquinas de prototipagem rápida, possuem como vantagem o fato de produzirem modelos praticamente prontos, que não exigem muito trabalho posterior, nem montagem, e que, em alguns sistemas, podem ser fundidos diretamente em metal precioso sem necessidade de produzir um molde de borracha.

Hoje já existem equipamentos capazes de produzir o modelo diretamente em metal, apesar de que temos observando falta de precisão e algum grau de prejuízo econômico, já que uma parte do metal utilizado volatiliza, o que em ouro é extremamente significativo. A desvantagem é que estes equipamentos são caros, apesar de seu preço vir baixando nos últimos anos. É uma tecnologia relativamente imatura e ainda não completamente desenvolvida, nem padronizada. Quem adquiriu um equipamento de uma determinada marca dependerá sempre dela para  comprar insumos e materiais, sendo que, eventualmente, algumas destas marcas poderão ser descontinuadas e aí o equipamento será inútil. Cada fabricante utiliza uma tecnologia própria e patenteada, o que cria uma perigosa dependência de um único fornecedor.

Quem comprou as primeiras gerações deste tipo de maquinário hoje possui um equipamento defasado, que produz modelos lentamente, de baixa qualidade (falta de resolução), muito complexo de reproduzir e de altíssimo custo de manutenção e insumos. São conhecidos os casos de empresas que não conseguem obter um molde (borracha) de peças produzidas nestes equipamentos, pois este gruda no material, destruindo o original. Por motivos comerciais, alguns representantes destas marcas não importam materiais novos, impedindo a solução deste problema.

Porém estas tecnologias estão em constante evolução e, em poucos anos, serão acessíveis a qualquer produtor. Temos comprovado em nossos cursos de joalheira, design e modelagem de joias por computador que a parte essencial é, e continuará sendo, a pessoa que utiliza o mouse e o teclado como ferramentas para construir uma joia, além do que é mais fácil ensinar a quem já vem do mundo da produção, da bancada e da prática, obtendo total sucesso e belos resultados.


*Patricio Alzamora - Chileno, artesão em metais desde os quatorze anos de idade, estudou antropologia, foi dono de fábrica e loja no Chile. Criou e iniciou os cursos de joalheria do SESC–Pompéia e da FAAP, foi professor no Sebrae, SESC e IED. Realizou palestras em Associações de Joalheiros e Feiras de Tecnologia para Joalheria, fazendo demonstrações de equipamentos (Foredom, 3M), além de assessorar tecnicamente fabricantes por todo Brasil. Atualmente cria e modela peças para designers, empresas e público em geral, além do ensino de design de joias e tecnologias utilizadas em joalheria em sua própria escola, o Atelier Alzamora.
Contato:
patricioalzamora@uol.com.br / www.atelieralzamora.com.br

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